A Petrobras anunciou na noite desta quinta-feira (2) que deve reduzir 22% do seu atual quadro de funcionários por meio de Programas de Desligamento Voluntário (PDVs). O porcentual também inclui os desligamentos via Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), voltado aos empregados aposentáveis até 31 de dezembro de 2023.

Por que enxugar o quadro de funcionários? As medidas têm o objetivo de maximizar a geração de valor para os acionistas”.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, diz que os PDVs contribuem para a redução permanente da estrutura de custos da companhia, o que ajudará a empresa a “enfrentar com sucesso um cenário de preços mais baixos do petróleo no longo prazo”.

Como serão os planos de demissão? Foram implementados três programas de desligamento voluntário:

  • O PDV 2019, destinado aos aposentados pelo INSS até a data de promulgação da PEC 133 do ano passado
  • O PDV específico para empregados que trabalham em unidades que estão em processo de desinvestimento
  • Um PDV exclusivo para os empregados que trabalham no segmento corporativo da petrolífera.

Como está a adesão? Só o PDV 2019, encerrado no último dia 30, somou 9.405 inscritos. O montante representa 94% do total de funcionários elegíveis ao programa. Os demais programas atingiram 677 inscritos. Ao todo, são 10.082 funcionários, que somam 22% do atual quadro de empregados.

Que efeito a Petrobras espera? A Petrobras estima uma redução de custo de pessoal até 2025 em torno de R$ 4 bilhões por ano com a saída dos 10.082 inscritos nos programas.

O retorno adicional (custo evitado de pessoal de R$ 22 bilhões menos o desembolso com as indenizações de R$ 4 bilhões) será de aproximadamente R$ 18 bilhões até 2025″, diz a empresa, em comunicado.

O impacto esperado das indenizações no caixa não será imediato em 2020, mas diluído ao longo dos próximos três anos.

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