As mulheres estão ocupando cada vez mais espaços de liderança dentro das empresas. Mesmo assim, práticas que criam um ambiente hostil para o desenvolvimento profissional das mulheres ainda estão presentes dentro das corporações. Pesquisa realizada pela Ipsos e o Global Institute for Women’s Leadership, do King’s College London, mostra que 26% dos brasileiros consideram aceitável chamar uma colega para sair mesmo depois dela ter dito não.

Por que esse tipo de atitude é reprovável? Porque isso não é legal nem quando não existe uma relação de trabalho. Quando existe, a situação é ainda pior, pois a mulher pode se sentir constrangida a dizer não, principalmente se o colega for seu superior. De acordo com a pesquisa, só% 16% das brasileiras consideram essa insistência aceitável.

Então não dá para ter amor entre colegas? Até dá, desde que exista interesse dos dois lados. No Brasil, 55% dos homens e 50% das mulheres julgam aceitável convidar um colega de trabalho para um encontro romântico .

O que não é aceitável de jeito nenhum? De acordo com a pesquisa, 28% dos homens consideram aceitável contar histórias e fazer piadas de natureza sexual no local de trabalho. No Brasil, esse percentual é um pouco menor, 26%.A pesquisa confirma o incômodo feminino: só 16% delas aceitam esse tipo de comportamento. Pode ter uma parte que não se importa? Sim, pode. Mas se a maioria não gosta, seria melhor respeitar esse limite.

Já mostrar material pornográfico é visto como inaceitável pela maioria dos homens e mulheres.

O que a maioria das mulheres considerou aceitável? Entre as questões colocadas pela pesquisa, elogiar um colega do sexo oposto por sua aparência ou vestimenta foi uma das que tiveram a maior aceitação tanto por homens como por mulheres (67%). Mas se o elogio vier de alguém do mesmo gênero, a aceitação sobe para 76% entre mulheres. Já entre os homens, só 67% aceitam um elogio desse tipo vindo de outro colega.

O público feminino indicou apoiar gestos de apoio: 75% acham que é normal abraçar alguém que está chorando no local de trabalho. Entre os homens, esse percentual cai para 68%.

Como as pessoas estão reagindo?

Só 51% das mulheres se sentem confiantes para confrontar um homem que está assediando uma mulher em local público.

Se for para repreender um colega sênior por um comentário machista, só 48% se sentem à vontade. Se o colega tiver um cargo júnior, esse percentual sobe para 57%. Ou seja, é mais difícil ter abertura para dizer o quanto se incomoda com certas situações quando o colega de trabalho é seu superior.

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