A quarentena imposta pelo coronavírus ameaça tirar o emprego e a renda de muitos profissionais autônomos e prestadores de serviços. Principalmente aqueles cujo trabalho exige estar fora de casa ou em contato direto com o cliente. Enquanto o distanciamento social for uma necessidade, esse público fica sem ocupação e sem renda. A dica para aproveitar esse confinamento obrigatório é usar o tempo livre para crescer pessoal e profissionalmente.

Há uma imensidão de instituições de ensino, renomadas ou não, nacionais e internacionais, que passaram o oferecer cursos online gratuitamente. O conteúdo está aberto por um período que varia de 30 a 90 dias, por isso agora é hora de aproveitar para se aprimorar, sugere Paulo Sardinha, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos). “Nem que seja só 30 minutos por dia. Ao final de 30 dias, serão 15 horas de estudo. É um bom avanço”.

Como escolher um curso? Depende de qual é a sua situação. Se é autônomo ou empregado e não pode trabalhar, que é o caso de lojistas, esteticistas, diaristas, entre outros, a dica é olhar sua área de atuação e interesse e procurar cursos que te complementem.

Sardinha usa o exemplo de alguém que trabalha no comércio, por exemplo um vendedor de loja. “O ideal é escolher um curso que se aplica a essa área, como os de técnica de venda, negociação, apresentação e marketing”.

Para quem tem curiosidades além do trabalho, a questão é priorizar a área profissional, mas também reservar um tempinho e suprir a sua própria demanda. É só ajustar o tempo aos poucos.

No caso dos pequenos proprietários, está disponível também gratuitamente o Check Up Empresa, no portal do Sebrae.  A proposta é identificar que pontos são mais positivos e mais delicados na empresa. O empreendedor preenche um formulário e depois recebe um diagnóstico e orientações de como melhorar o negócio, mesmo em tempo de coronavírus. A conversa com os consultores do Sebrae tem sido feita por telefone.

Onde achar os cursos? A própria ABRH abriu seu catálogo de cursos. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) tem essa página só de cursos gratuitos. Alguns exemplos são gestão de preços, vendas e marketing, recursos humanos e orçamento.

A Coursera, plataforma de cursos profissionalizantes e parceira da USP no Brasil, tem uma lista de cursos disponíveis. O Sebrae também abriu alguns cursos, nas áreas de atendimento, redes sociais e fluxo de caixa.A Udemy, plataforma de cursos online, tem alguns conteúdos na faixa de R$ 30.

Que detalhes eu preciso olhar no curso? A descrição do assunto e o tipo de material didático (só vídeo, só leitura, vídeo-aula? Power Point? Podcast?). Não vale se inscrever em um curso só pelo nome. É preciso investigar qual é a proposta, lembra Sardinha.

Que cuidado eu preciso ter? Diante das inúmeras opções de curso, é preciso ter discernimento para não se perder entre vários assuntos. Sardinha sugere que primeiro se decida o assunto mais prioritário, depois algumas instituições para buscar os cursos e, entre elas, a relação de conteúdo que mais pareça interessante.

“Mas a escolha não precisa ser decisiva. Se começar o curso e não gostar, há tempo para trocar e buscar outro que seja mais conveniente”, alerta o presidente da ABRH.

Como ajustar minha rotina? Primeiro, reconheça que o estudo não vai fluir muito bem de uma hora para a outra. A maior parte das pessoas não tem o hábito do estudo, então precisam de um tempo para colocá-lo no dia a dia.

Sardinha, da ABRH, propõe que a pessoa se proponha a estudar inicialmente 30 minutos diários. Aos poucos, e se possível, vá expandindo. Um estudo de duas horas diárias é excelente, avalia.

Adriano Campos, consultor do Sebrae, sugere que as pessoas não façam os cursos de maneira isolada. Embora o momento seja de distanciamento social, a dica é ter amigos que também estejam fazendo cursos online. “O ser humano é social, e saber que outras pessoas estão no mesmo processo e também buscado capacitação, é um estímulo”.

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