O mercado de trabalho da próxima década poderá ser marcado por uma crescente demanda por cientistas comportamentais, analistas de dados, designers de roupas com material reciclado e até consultores de desintoxicação digital.

A mudança climática, a desaceleração econômica em meio a governos de austeridade fiscal e o avanço acelerado da tecnologia — além do Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia) no caso dos britânicos — estão entre os fatores que podem ter maior impacto nos empregos na década de 2020, de acordo com a britânica Sociedade Real para o Incentivo às Artes, Manufaturas e Comércio (RSA, na sigla em inglês). A tradicional instituição analisou quatro cenários possíveis no local de trabalho:

  • Economia Big Tech: Será uma nova era da máquina, que abrange desde carros autônomos até impressão 3D, trazendo mercadorias mais baratas, com o efeito colateral de aumento do desemprego. Empregos em alta: Desenvolvedores de software, consultores de transformação digital, relações públicas de tecnologia.
  • Economia da Precisão: Será um futuro de hipervigilância no qual o progresso tecnológico será moderado, mas haverá uma proliferação de sensores que permitirá que as empresas criem valor capturando e analisando mais informações sobre objetos, pessoas e meio ambiente. Empregos em alta: cientistas comportamentais, analistas de dados, gerentes de reputação digital.
  • Economia do Êxodo: Um colapso na escala da crise de 2008 vai secar o financiamento para a inovação e manter o Reino Unido em um padrão de baixa qualificação, baixa produtividade e baixos salários, enquanto trabalhadores perdem a confiança no capitalismo. Empregos em alta: cooperativas de alimentos, estilistas de roupas renovadas (da chamada técnica “upclycling”, de reutilização criativa), gerentes de energia comunitária.
  • Economia da Empatia: Será um futuro de administração responsável no qual a tecnologia avança rapidamente, bem também a conscientização do público sobre seus perigos; a automação é cuidadosamente gerenciada em parceria com trabalhadores e sindicatos, e a renda disponível flui para setores como educação, cuidado e entretenimento. Empregos em alta: planejadores digitais de desintoxicação, consultores pessoais de relações públicas.

O que mais o estudo revela? Programadores de informática, diretores financeiros e motoristas de van estiveram entre as profissões que tiveram o maior crescimento na década dos anos 2010. Administradores públicos, bancários e trabalhadores do varejo ficaram entre os mais atingidos no mesmo período.

O que dizem os estudiosos da instituição? “Prevemos um crescimento do trabalho focado em relacionamentos, em áreas como educação, saúde ou cuidados pessoais, mas também em novas funções como gurus de detox digital que ajudem pessoas comuns a utilizar menos as redes sociais”, disse Alan Lockey, chefe do Centro do Futuro do Trabalho da RSA.

(Com a Bloomberg)

Quer tirar suas dúvidas sobre o Imposto de Renda? Você pode mandar suas perguntas para o e-mail [email protected]. Quem nos segue no WhatsApp também pode mandar sua dúvida. Se você quiser entrar no grupo, esse é o link: https://6minutos.com.br/whatsapp.