A busca por inclusão e diversidade está cada vez mais presente no dia a dia das empresas. Os motivos alegados são vários, desde aumentar a lucratividade e o engajamento dos funcionários até refletir melhor o perfil da sociedade. Mas para que a inclusão aconteça não basta ter apenas um discurso bonito. Pesquisa realizada pela Vagas.com mostra que esses propósitos precisam ser exercidos na prática pelos líderes das corporações.

Segundo a pesquisa com profissionais de mercado, uma empresa precisa adotar algumas práticas para que seja realmente inclusiva. Veja abaixo quais as práticas mais citadas pelos entrevistados:

  •  76% consideram que a liderança precisa estar alinhada com todos os tipos de público que chegam às empresas
  • 70% desejam que os colegas de profissão estejam engajados em tratar todos de forma justa e não discriminatória
  • 49% mencionaram a infraestrutura da empresa
  • 37% citaram a promoção dentro da empresa com ações de incentivo à diversidade
  • 29% disseram que é preciso ter ações de incentivo à diversidade fora da empresa

O que esses números mostram? Que não basta uma empresa se auto-denominar inclusiva, ela precisa exercer essa política com o engajamento de todos os líderes e os colegas de trabalho.

“As empresas já começam a perceber que um programa de diversidade tem de ser muito mais efetivo do que uma simples ação de marketing. É realmente necessário o total envolvimento dos líderes, funcionários e departamentos estratégicos de uma empresa”, disse Renan Batistela, especialista em treinamento e integrante do grupo de Diversidade e Inclusão da Vagas.com.

E como obter sucesso na política de inclusão? Ele diz que é importante que a “companhia tenha essa cultura muito bem disseminada dentro de casa antes de lançar qualquer iniciativa nesse sentido”. “O processo de inclusão da diversidade tem de ser autêntico e para valer. Se isso fizer sentido, qualquer ação que faça parte desse processo, como recrutamento e seleção, terá grande chance de ser bem-sucedida.”

Quão importante os trabalhadores avaliam a inclusão? O levantamento apontou que 55% dos profissionais acreditam que a diversidade é “muito importante”, enquanto 33% indicaram que esse aspecto é “importante”. Os que julgaram nada ou pouco importante somaram apenas 3%.

O que pensam os indiferentes? A pesquisa aponta ainda que 11% demonstraram indiferença, pouca ou nenhuma importância com relação à questão da diversidade. Sabe por que eles pensam assim? As respostas foram: entendem que políticas de diversidade não geram justiça social (3%),  beneficiam um grupo seleto de pessoas (2,9%), excluem profissionais em detrimento de outros (2,7%) e que é uma questão de marketing (1,4%).

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