Você sabe o que faz uma pessoa entrar em uma empresa ou permanecer nela? Acredite, a razão número 1 não é o salário. A Pesquisa de Remuneração Total, realizada anualmente pela Mercer, mostra que o principal motivo para entrar e ficar no emprego é a segurança no trabalho. Mas na hora de deixar o emprego, o principal motivo alegado é justamente a remuneração competitiva. Em segundo lugar, aparece o gestor como razão para o desligamento.

Outro fato curioso é que o segundo principal motivo para entrar na companhia é a oportunidade na carreira. Mas na hora de permanecer no emprego, esse motivo cai para a sexta colocação. E é a quinta causa para deixar a companhia.

O que a preferência pela segurança no emprego indica? Para o líder de produtos de carreira da Mercer Brasil, Rafael Ricarte, a importância que se dá para a segurança mostra que os profissionais ainda procuram estabilidade no emprego. “Nesse mundo digital, de tanta inovação, as pessoas procuram estabilidade. Esse dinamismo todo pode gerar uma ansiedade delas não saberem o que vai acontecer e por isso valorizam a segurança.”

E por que o funcionário valoriza a oportunidade de carreira na hora de entrar na empresa, mas depois esse item não pesa mais tanto? Ricarte diz que é comum que as pessoas busquem por oportunidade na hora de entrar na empresa. “Mas depois que elas entram, podem gostar de tudo que lhes é ofertado ou se frustrarem e por isso a oportunidade de carreira deixa de ser importante.”

O que chama a atenção nos motivos que fazem as pessoas sair do emprego? Ricarte cita que o gestor é o segundo principal razão para largar o trabalho. “Elas não pedem demissão da empresa, pedem do chefe.”

E o que leva as empresas a reajustar o salário dos funcionários? Entre os motivos citados estão desempenho individual (95%), posicionamento na faixa (65%), desempenho (52%), inflação (40%) e tempo (16%).

Para Ricarte, é um pouco preocupante que o tempo de casa ainda seja levado em conta na hora de dar aumento de salário. Ele também vê com desconfiança a questão de desempenho. “Não é porque o funcionário teve bom desempenho em um ano que ele continuará tendo sempre. E quando você dá aumento, não pode mais tirar dele, a legislação não permite.”

Qual a sugestão então? Ricarte defende a remuneração variável, como bônus e PLR, que não são incorporados ao salário final.

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