Desde o início da pandemia de coronavírus, diversos consumidores tiveram problemas para cancelar ou reagendar serviços que não puderam ser executados durante a quarentena. Um levantamento feito pelo Procon de São Paulo mostrou que as principais reclamações estão relacionadas às agências de viagens e às companhias aéreas.

Pode contar mais? De todas as queixas registradas entre o início do período de isolamento, na segunda quinzena de março, até o dia 1º de junho, mais da metade foram direcionadas às agências de turismo. Outros 25% reclamavam das condições impostas pelas empresas de aviação. O varejo (farmácias, lojas e supermercados) foi o terceiro colocado na lista com mais reclamações.

O Procon visitou quase 4 mil farmácias, supermercados e outras lojas paulistas para verificar a prática de preços abusivos — 89% dos estabelecimentos foram notificados e convocados a apresentar as notas fiscais dos produtos.

“O aumento de preços de itens considerados essenciais neste momento de avanço do novo coronavírus – por exemplo, alimentos, álcool em gel, botijão de gás e máscaras de proteção – prejudica a população. A legislação prevê ser dever do Estado interferir quando observar abusos e quando for necessário proteger a parte mais vulnerável”, disse o Procon-SP, em nota.

Como reclamar? O consumidor que tiver dificuldade em negociar condições com os prestadores de serviço ou que encontrar algum produto com valor abusivo pode registrar uma reclamação no órgão fiscalizador.

É possível fazer uma queixa pelo site oficial do Procon (http://www.procon.sp.gov.br), pelo aplicativo, ou pelas redes sociais (basta marcar a página @proconsp). Além das denúncias, o órgão de proteção ao consumidor pode tirar dúvidas e dar orientações.

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