O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, entraram em leilão sobre quem vai conseguir pagar mais pelo voucher a trabalhadores informais prejudicados pelo coronavírus. Depois do governo anunciar que a ajuda seria de R$ 200, Bolsonaro afirmou que voucher pode subir para R$ 600. O problema é que apesar das promessas, não há sinais de quando essa ajuda de fato sairá do campo das intenções.

Por que leilão? A declaração de Bolsonaro aconteceu horas depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, falar que o auxílio seria na ordem de R$ 500. “Está em R$ 500, talvez até passe para R$ 600. Pode ser R$ 600, mas não sei quantos bilhões a mais custam cada R$ 100”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro explicou como vai bancar isso? Não. Ele disse que ainda discute o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que, segundo o presidente, se mudará para Brasília nos próximos dias.

Qual o sentido disso? Enquanto as autoridades não se acertam sobre esse valor, quem sofre são os informais que tiveram a renda reduzida com as medidas de isolamento social e desaceleração da economia.

Vem mais ajuda? Em conversa com jornalistas, no final desta quinta, Bolsonaro contou que também está em ajuste final uma proposta para auxiliar micro e pequenas empresas durante a crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Outra proposta que deve ser encaminhada em breve, de acordo com Bolsonaro, servirá para aperfeiçoar trecho suspenso da Medida Provisória 927/2020 que permitia às empresas suspender por até quatro meses o contrato de trabalho de seus funcionários. De acordo com Bolsonaro, houve falha na redação e faltou garantir contrapartida aos trabalhadores.

Durante a entrevista, ele falou diversas vezes sobre a preocupação com o aumento do desemprego durante a crise. Segundo ele, empresários de alguns setores, entre eles o hoteleiro, prometeram novas demissões na próxima segunda-feira. “A segunda onda já chegou, haverá desemprego em massa”, declarou.

(Com Estadão Conteúdo)

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