Após a determinação de lockdown pelas autoridades –o termo vem sendo usado para definir bloqueios de emergência impedindo a circulação de pessoas ou de bens por causa do avanço do coronavírus–, a China registrou seis semanas consecutivas de queda no consumo de bens de uso massivo.

As vendas desses produtos, como alimentos embalados, bebidas, produtos de higiene e limpeza e medicamentos, voltaram aos níveis anteriores apenas após esse período, mostram dados da consultoria Kantar.

Veja abaixo:

Quais os setores que mais resistiram durante o lockdown na China? E os que mais perderam? Como esperado, as compras diretamente relacionadas ao combate do coronavírus, como produtos de limpeza para a casa e de higiene pessoal, aumentaram durante o lockdown.

Ao mesmo tempo, os chineses intensificaram o consumo de bens para ajudar a atravessar o período da quarentena, como produtos para cozinhar (alimentos e temperos) e iguarias, como sorvetes ou doces.

A maior parte das categorias de produtos, entretanto, tiveram uma forte queda nas compras, em especial nas primeiras semanas de quarentena.

Quais setores se recuperaram primeiro? A avaliação da Kantar é que o consumo de produtos de higiene e limpeza se manterá no mesmo patamar, mesmo com o fim do lockdown, já que as preocupações em torno do coronavírus continuam.

Os gastos com produtos para a quarentena, como ingredientes para cozinhar e iguarias, por outro lado, devem permanecer em queda.

No caso dos chamados produtos não duráveis que não são essenciais, como condicionador de cabelo ou cosméticos, a expectativa é de lenta recuperação.

Esse padrão do consumo de produtos massivos na China deve se repetir no Brasil? Ninguém sabe. Na avaliação de especialistas em varejo ouvidos pela reportagem, o mais provável é que o impacto negativo no consumo por aqui seja mais duradouro.

“Por aqui as condições de emprego e renda são outras. O Brasil viveu um momento de crise muito forte em 2015 e 2016. Nossa crise é muito difícil, e as medidas que o governo pode adotar para contorná-la são muito mais limitadas do que na China e nos EUA”, afirma Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomércio SP.

 

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