A companhia aérea inglesa Virgin Atlantic recebeu autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para operar voos internacionais e de baixo custo (low cost) no Brasil. De acordo com o órgão regulador, a empresa manifestou interesse em voar, já a partir de março, entre as cidades de Londres e São Paulo.

Quanto vai custar a passagem? Ainda não foi divulgado. Uma pesquisa no site da companhia mostra que ela oferece passagens em promoção no trecho entre Nova York e Londres, ida e volta, por 261 libras, algo próximo a R$ 1.500.

O que é uma companhia low cost? É uma empresa que busca se diferenciar de aéreas tradicionais pelos preços mais baixos de passagem. Em contrapartida, oferece o mínimo de serviços como itens que fazem parte do bilhete e cobram para quem quiser os “extras”, como reserva de assento, despacho de bagagem, check in presencial e lanches durante o voo.

E qual a história da Virgin Atlantic? A empresa britânica foi fundada em 1984 pelo hoje bilionário empresário Richard Branson. Ela tem uma frota com 45 aeronaves, que atendem 25 destinos em quatro continentes. A companhia faz parte de uma associação (joint venture) com a americana Delta e a europeia Air France-KLM para voos entre a Europa e a América do Norte.

O cenário das low cost: Com a autorização, a Virgin será a segunda companhia aérea de baixo custo a voar entre o Brasil e a Inglaterra. Desde março de 2019, a norueguesa Norwegian já oferece no país voos entre o Rio de Janeiro e Londres.

Além delas, as aéreas Sky Airlines (Chile), Flybondi (Argentina) e Jetsmart (Chile) já iniciaram voos internacionais no modelo de baixo custo para países da América Latina e também da Europa.

Novidades de low-cost no Brasil: No início deste mês, a aérea espanhola Air Nostrum anunciou que também pretende entrar no país. A grande diferença é que ela pretende operar rotas domésticas regionais, algo inédito. Pelo planejamento divulgado, isso deve acontecer a partir do segundo semestre deste ano.

Governo estimula concorrência no setor aéreo: O governo do ministro Paulo Guedes está buscando abrir o mercado brasileiro para diferentes companhias aéreas, de low-cost ou não, para fomentar a concorrência. Hoje o mercado de aviação do país é dominado por apenas três empresas: Gol, Latam e Azul.

Para isso, representantes do governo têm apresentado ao mercado novas regras para o setor, mais amistosas para quem quer investir no país. Entre elas, a autorização definitiva para cobrança pelo despacho de bagagens. Também está no radar a desburocratização do processo de instalação dessas empresas no Brasil.

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