Economia praticamente estagnada, mercado de trabalho enfraquecido, dólar a quase R$ 4 reais, crise da Avianca: nenhum desses fatores impediu que 4,66 milhões de passageiros voassem em companhias aéreas brasileiras para destinos do exterior no primeiro semestre. Foi o melhor resultado desde que os dados passaram a ser computados, há 20 anos.

Os dados foram divulgados pela Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil.

O que pode explicar o recorde: As companhias aéreas com capital nacional estão ampliando a oferta de assentos em voos para o exterior, como parte de uma estratégia de negócios: são voos com uma margem de ganho maior do que a praticada em rotas domésticas. O aumento da oferta atende a uma demanda que também está em trajetória de crescimento.

Passageiros no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos: principal porta de saída para o exterior
Crédito: Shutterstock

Quem liderou o mercado: A Latam foi a companhia com capital brasileiro que mais levou passageiros para o exterior de janeiro a junho: foram 2,84 milhões de pessoas, o equivalente a 60,9% do total. Em seguida vieram a Gol (22,5%), a Azul (13,7%) e a Avianca, antes de parar de voar, com 2,8%.

Quem ocupou o espaço deixado pela Avianca? Contando apenas o mês de junho, Latam, Gol e Azul dividiram entre si a demanda de passageiros por voos para o exterior (sem considerar companhias estrangeiras). O espaço deixado pela Avianca foi conquistado quase na totalidade pela Gol, que respondeu por 24% da demanda (em junho de 2018, ela teve 13,9%); a Latam ficou com 60,5% (63,3% no mesmo mês um ano antes), e a Azul, com 15,4% (15,7%).

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