Você nunca foi muito chegado numa cozinha e agora, de repente, se viu obrigado a planejar todas as refeições da família? Pois é, o isolamento social adotado para conter o coronavírus também afetou nossa relação com a comida. Se antes as famílias faziam apenas uma refeição em casa, agora todas são realizadas no aconchego do lar. Como é difícil sobreviver apenas de delivery, as pessoas estão sendo obrigadas a colocar a mão na massa.

Para ajudar as pessoas a criar uma relação amigável e econômica com a cozinha, o 6 Minutos conversou com Alexandre Canatella, CEO da plataforma de receitas Cybercook, que lançou a campanha #ComerEmCasa para ajudar quem está com dificuldades para lidar com esse novo hábito. Veja as dicas sobre como sobreviver à nova realidade de alimentação durante o coronavírus:

Não dá mais para se virar, é preciso aprender a cozinhar

“Saber cozinhar importa em momentos como esse. Aquele cara que diz que manda bem porque sabe fritar um ovo se deu mal. Dá para se virar assim uns dois ou três dias, mas não por uma semana, 15 dias ou um mês”, diz Canatella.

Esse é o momento, segundo ele, de tirar um aprendizado da situação. “Estaremos perdendo uma grande oportunidade se não tirarmos um aprendizado dessa nova relação com a comida”, afirma.

Seja prático, rápido e suje pouca louça

As pessoas estão sendo obrigadas a cozinhar, mas não estão de folga. Por isso, é necessário buscar praticidade. “Passamos a oferecer [no site Cybercook] receitas ágeis, pois não dá para preparar pratos complexos na hora do almoço, pois você ainda precisa trabalhar depois. De preferência, pratos que não sujam muita louça”, diz Canatella.

Prepare snacks saudáveis e envolva as crianças nessa missão

Além das refeições principais, também existem os lanchinhos. A dica de Canatella é preparar snacks saudáveis para esses momentos. Uma dica é envolver as crianças no preparo, pois também é uma forma de entretê-las.

O projeto #ComerEmCasa, lançado pelo Cybercook logo após os primeiros casos de coronavírus no Brasil, não traz receitas de bolos e doces. “Não podemos incentivar esses momentos de autoindulgência altamente calórico em um momento que as pessoas não estão gastando energia física nem mental. É preciso manter o equilíbrio”, afirma Canatella.

Tente fazer jantares equilibrados

Se tiver um tempo extra à noite, reserve o preparo do jantar para se dedicar um pouco mais à cozinha. Faça sucos de frutas, coma frutas de sobremesa.

Experimente novos sabores

O feijão ficou caro ou está difícil de encontrar? Substitua por outros grãos, como lentilha e grão de bico. Não tem alcatra? Experimente o colchão mole. Essa é a hora de experimentar novos sabores e descobrir que existem opções.

Preço importa, faça escolhas certeiras

Uma mudança de comportamento que aconteceu foi em relação ao que se compra. “Aquele cara que comprava queijos, vinhos, agora está mais preocupado com itens mais necessários”, diz Canatella.

Faça compras equilibradas

Primeiro, não é bom sair estocando porque pode faltar para outras pessoas. Segundo, porque isso pressiona os preços. Terceiro, você corre o risco de não dar conta de consumir tudo dentro do prazo de validade e vai ter de jogar fora, ou seja, desperdício de dinheiro. Quarto, você pode não ter onde guardar.

“Faça compras equilibradas. Não adianta estocar um monte de massa e arroz e não ter carne, sardinha, grão de bico. É preciso fazer planejamento, e planejar é diferente de estocar”, afirma Canatella.

Não desperdice

O CEO do Cybercook diz que as pessoas costumam jogar fora coisas que podem ser usadas no preparo de outras receitas. “O que você faz com o osso da sobrecoxa? Joga fora? Pois pode ser usado no preparo de um caldo para o risoto ou minestrone.”

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