Em um ano com leve crescimento econômico, como se saiu a indústria de livros?

O resultado do ano foi decepcionante, mas apresenta uma luz no fim do túnel para o mercado editorial. As vendas encerraram 2019 com uma queda de 6,35% em volume de vendas e de 6,21% em receitas, segundo divulgou nesta segunda-feira (dia 13) o Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livro) com dados da Nielsen BookScan.

Ao todo, foram vendidos 41,455 milhões de livros novos em 2019, abaixo da marca de 44,363 milhões um ano antes.

Qual a luz no fim do túnel? As vendas começaram o ano com uma queda acima de 20% (até março) na comparação com o mesmo período de 2018, ainda na esteira da crise e do fechamento de lojas das duas maiores redes de livrarias do país, a Saraiva e a Cultura. Mas, a partir de abril, essa diferença nas vendas no resultado acumulado do ano foi diminuindo até chegar ao fim de dezembro com uma queda de 6,35%.

No último intervalo contabilizado pelo Snel (a Nielsen BookScan divide o ano em 13 períodos), a quantidade de livros saltou 12,37% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Quais livros puxaram as vendas? Livros de autoajuda, religião e biografias, que fazem parte da categoria conhecida como não ficção trade: a sua participação nas receitas subiu de 26,36% em 2018 para 28% do total em 2019. Os livros de ficção também cresceram em participação, de 20,86% para 21,79%.

Na contramão, livros das categorias de não ficção especialista (como de carreira e negócios) e infanto-juvenis e educacionais perderam espaço na preferência das vendas em termos de receita.

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