O Ministério da Economia informou nesta terça-feira (12) que 7,207 milhões de trabalhadores já fecharam acordos com seus empregadores para redução temporária de salários e jornadas, ou suspensão do contrato de trabalho. Os formatos estão previstos no programa do governo de combate à pandemia, e inclui compensação de pagamento por parte da União.

Do total, pouco mais da metade, ou 3,957 milhões, teve suspensão de seus contratos. Quase todos os demais, redução de salários.

A diminuição de 50% na jornada e salário afetou 17,2% desse universo de trabalhadores. Isso equivale a mais de 1,2 milhão de pessoas.

O corte de 25% na jornada afetou 13,4% (964 mil pessoas), e a redução de 70% chegou a 12,2% (880 mil pessoas).

Os trabalhadores intermitentes respondem por 2,3% (167.069) do total.

Qual será a despesa do governo? O governo terá uma despesa de R$ 12,7 bilhões no pagamento de compensações para esses trabalhadores. O valor médio das indenizações é de R$ 1.766,50, disse o ministério.

Qual é esse programa? É o BEM, Benefício Emergencial para Preservação da Renda e do Emprego. Foi lançado no início de abril e permite a redução de salários por até três meses ou a suspensão do contrato por até 60 dias. Ao final desse prazo, a empresa deverá garantir o emprego do trabalhador pelo mesmo tempo de adesão ao programa.

A compensação paga pelo governo é uma parcela do valor do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito em caso de demissão, proporcional à redução salarial.

No lançamento do programa, que visa preservar empregos em meio às consequências das medidas de contenção do coronavírus sobre a atividade econômica, o governo estimou que ele teria impacto fiscal de R$ 51,2 bilhões.

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