Sob a gestão do economista Gustavo Montezano, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social)  aumentou em US$ 3,5 milhões de dólares, o equivalente a R$ 15 milhões, o valor da auditoria que prometia abrir a “caixa-preta” da instituição.  Nenhuma irregularidade foi encontrada, conforme divulgado no início da semana.

O reajuste de 25%, descrito no contrato, elevou de US$ 14 milhões para US$ 17,5 milhões o valor da auditoria feita pelo Cleary Gottlieb Steen & Hamilton. O novo preço foi autorizado pela atual diretoria do BNDES.

O que diz o presidente do BNDES? Gustavo Montezano chegou a responsabilizar a gestão do ex-presidente Michel Temer  pelo custo milionário do contrato com a Cleary. O economista disse que 90% da auditoria contratada para abrir a “caixa-preta”do banco estavam concluídos quando assumiu a instituição, em julho de  2019.

Me explica melhor? O termo com a autorização do aumento foi adicionado ao contrato quando faltavam  menos de dois meses para o término da auditoria e a divulgação do relatório de oito páginas pelo banco. A autorização de serviço complementar, “para fins de conclusão do processo de investigação independente das operações com o Grupo J&F”, por parte da Cleary, foi autorizada pelo BNDES em 22 de julho de 2019, segundo o Estadão.

O presidente acompanhou o assunto de perto?A agenda oficial de Montezano demonstra que ele tinha interesse de acompanhar de perto o processo de auditoria. Uma semana após a publicação do aditivo no contrato, o presidente do banco teve uma reunião por videoconferência, em 4 de novembro de 2019, com três advogados da Cleary.  No dia  22 de agosto de 2019, uma quinta-feira, a agenda oficial de Montezano também aponta reunião oficial com representantes do escritório internacional.

(Com Estadão Conteúdo)

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