O Brasil tem cerca de 63 milhões de inadimplentes. Entre os principais motivos que levam a população à inadimplência estão as dívidas com instituições bancárias. Par atacar esse problema, o Banco Central deve anunciar nesta semana um mutirão para renegociação de dívidas.

Já se sabe quais bancos participarão desse mutirão? Ainda não. Mas como o programa será coordenado pelo BC, a expectativa é que a adesão seja grande.

Como vai funcionar esse mutirão? A ideia é que as agências bancárias fiquem abertas além do expediente normal, para promover renegociações de dívidas antes do Natal e do Ano Novo.

A renegociação faz parte de outro programa? O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que o mutirão estará ligado a cursos de educação financeira.

E a reforma do cheque especial? Campos Neto disse que o novo plano para o cheque especial deve ser divulgado “antes do fim do ano”. Anteriormente, ele havia dito que as novas regras para o cheque especial estariam próximas de ser lançadas. “Precisamos fazer uma reengenharia do cheque especial”, disse Campos Neto.

Segundo ele, o cheque especial – assim como o rotativo do cartão de crédito – é um produto regressivo, no qual “quem está embaixo da pirâmide paga o custo de quem está em cima”. Na prática, de acordo com Campos Neto, o cheque especial é mais usado por quem tem menos renda e menos educação financeira.

O que pensa o BC sobre o custo do cheque especial? Uma das avaliações do BC é que, ao disponibilizar um limite ao cliente, o banco está sendo onerado, mesmo que esses recursos não sejam utilizados. Esse custo para a instituição financeira estaria sendo bancado pelos clientes que efetivamente utilizam o limite do cheque especial – geralmente, aqueles com menor poder aquisitivo.

E o crescimento de 2019? Campos Neto voltou a afirmar que o crescimento econômico de 2019 no Brasil foi afetado por diversos choques. O choque trazido pela economia argentina retirou 0,18 ponto porcentual do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro este ano. Já o choque da economia global foi responsável pela perda de 0,29 ponto porcentual do PIB. O choque trazido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), por sua vez, retirou 0,20 ponto porcentual do PIB.

Por isso, a expectativa de crescimento do PIB de 2019 sem os choques era de 1,59%. Em função deles, essa projeção caiu para 0,92%.

(Com Estadão Conteúdo)

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