Se depender do presidente Jair Bolsonaro, a reforma tributária que o governo vai mandar com Congresso será bem menos ambiciosa do que sugerem declarações da equipe econômica e recomendações de analistas. O presidente disse neste sábado de Carnaval (dia 22), no Guarujá (litoral de São Paulo), que recomendou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que a reforma trate de mudanças apenas no tributos que são de esfera federal.

“A reforma administrativa (que vai tratar de novas regras para as carreiras de servidores federais) está pronta, depois do Carnaval a gente apresenta. A tributária tenho falado com Paulo Guedes: ‘Paulo, é muito importante, se preocupa com os impostos federais’. Porque se botar estados e municípios vai acontecer o que eu vi ao longo de 28 anos na Câmara, não se resolve, e continua esse emaranhado de leis”, disse Bolsonaro.

Já existem duas versões de reforma tributária em tramitação no Congresso desde o ano passado, uma apresentada pela Câmara, e outra, pelo Senado. Ambas tratam de dois impostos fundamentais para as receitas de estados e municípios, que são respectivamente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços), o que ajuda a explicar a histórica resistência de deputados e senadores em aprovar qualquer mudança.

A proposta oficial do governo até hoje não foi oficialmente apresentada.

(Com a Reuters)

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