A Caixa Econômica Federal decidiu suspender indefinidamente a possibilidade de transferência bancária dos recursos do auxílio emergencial. O sistema do banco identificou que famílias estavam transferindo o dinheiro para amigos e parentes e, assim, driblando o calendário de saques formulado para evitar aglomerações nas agências.

A suspensão foi informada pelo presidente do banco, Pedro Guimarães.

“A Caixa informa ainda que a organização do pagamento das novas parcelas do auxílio emergencial visa evitar aglomerações nas agências bancárias e contribuir para a observância das medidas de proteção à saúde da população e de segurança no sentido de evitar a propagação da covid-19”, afirmou o banco, em nota.

O que mais muda com a decisão da Caixa? Para os beneficiários do auxílio que vão receber a segunda parcela e não fazem parte do Bolsa Família, as regras se tornaram mais restritivas. Todos vão receber por meio de conta poupança digital da Caixa – mesmo quem recebeu a primeira parcela em outra conta.

Além disso, a poupança digital não vai permitir transferências de imediato – apenas pagamento de contas, de boletos e compras por meio do cartão de débito virtual.

E quando vai dar para fazer transferência? Transferências para outras contas e saques só serão liberados a partir de 30 de maio, de forma escalonada, conforme o mês de aniversário. O calendário para essas possibilidades vai até dia 13 de junho.

A Caixa tem agora três calendários: um para recebimento em poupança social, um para saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família e um para saque em espécie para poupança social e transferência de recursos.

E quem ainda está conseguindo agora o pagamento da 1ª parcela? Para esse grupo o valor será creditado na conta escolhida pelo beneficiário, da mesma forma como receberam os primeiros beneficiários: nas contas da Caixa, na poupança social digital ou em contas de outros bancos. Esses beneficiários também poderão fazer o saque em espécie do auxílio na data da liberação.

As preocupações do Banco Central: As restrições impostas pela Caixa para a segunda parcela também atende preocupação do Banco Central com a falta de dinheiro em espécie para o pagamento do auxílio. Em abril, a instituição fez uma consulta à Casa da Moeda sobre a possibilidade de antecipar a entrega de cédulas para construir “estoques de segurança”.

(Com Estadão Conteúdo)

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