As fintechs, que cresceram nos últimos anos como provedoras online de crédito mais barato e  rápido que os grandes bancos, também estão entre as vítimas da pandemia do coronavírus.

O funding – fundo de recursos de onde elas tiram o dinheiro que serve como base para os empréstimos aos clientes – provém de grandes investidores, que, neste cenário de estresse do mercado, não estão mais disponíveis.

Mas, se por um lado o funding diminui, por outro a demanda por crédito vai aumentar. A equipe econômica está considerando o potencial das fintechs de ampliar e agilizar o acesso ao crédito ainda mais nesse momento.

Nesta quinta-feira (dia 26), o CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu que as fintechs poderão buscar financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). E que, para ampliar suas fontes de receita, poderão oferecer outros produtos, como cartões de crédito.

Pode me dar exemplo de uma fintech? Fintechs brasileiras, como a Creditas, que tem como investidor o SoftBank, a empresa de pagamentos StoneCo e a unidade financeira Mercado Pago, do Mercado Livre, normalmente financiam seus negócios principalmente por meio dos títulos de crédito privado, negociados no mercado de capitais. Mas a fuga dos investidores em meio à pandemia de coronavírus bloqueou esses canais.

O que diz o setor? “O crédito secou abruptamente para as fintechs. Então, esperamos que as novas regras (anunciadas pelo CMN) levem a uma volta à normalidade”, disse Rafael Pereira, presidente da ABCD, associação que reúne empresas de crédito digital.

O que o governo diz? O CMN disse que as fintechs são capazes de alcançar de pequenos empresários até pessoas sem conta em bancos (os “desvancarizados”) e que, portanto, podem ajudar o governo a implementar políticas públicas. Não especificou quais serviços as fintechs podem fornecer em parceria com o governo.

O que é o CMN? É o órgão federal responsável pela formulação de regras gerais do sistema financeiro. Ele é composto pelo ministro da Economia, pelo presidente do Banco Central e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia.

(Com Reuters)

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