A crise do coronavírus reduziu a quantidade de trabalhadores na informalidade no mês de maio. Isso é o que mostra a primeira Pnad Covid-19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), realizada com apoio do Ministério da Saúde e divulgada hoje pelo IBGE.

Como foi a queda da informalidade? O total de trabalhadores na informalidade passou de 29,961 milhões na primeira semana de maio para 29,091 milhões na quarta. Com isso, a taxa de trabalhadores informais recuou de 35,7% para 34,6% neste período.

O que esse movimento significa? Vale lembrar que o emprego informal vinha sustentando o crescimento do mercado de trabalho nos últimos anos. Com a crise do coronavírus, até esse tipo de trabalho foi afetado.

“A informalidade funciona como um colchão amortecedor para as pessoas que vão para a desocupação ou para a subutilização. O trabalho informal seria uma forma de resgate do emprego, portanto não podemos dizer que essa queda é positiva”, afirma o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Quem é considerado informal? São os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregados que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

Por que foi criada essa Pnad Covid-19? Para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal.

E como a covid-19 afetou o restante do mercado? Cerca de 17,7 milhões de pessoas não procuraram emprego na última semana de maio por causa da pandemia de Covid-19 ou por falta de oportunidade na região em que vivem.

Outras 10,9 milhões estavam desempregadas, mas conseguiram buscar uma ocupação. Com isso, no mês passado, o país alcançou a marca de 28,6 milhões de pessoas que queriam um emprego, mas enfrentaram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho, seja por falta de vagas ou receio de contrair o novo coronavírus.

E quem estava fora do mercado também foi afetado? Sim. Entre as 74,6 milhões de pessoas que estavam fora da força de trabalho, 23,7% gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho devido à pandemia ou por falta de oportunidade no local onde vivem. Já 25,7 milhões (34,4%) gostariam de trabalhar. Esses indicadores ficaram estáveis nas quatro semanas de maio.

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