A taxa de desemprego no Brasil subiu de 11,2% para 12,6% no trimestre encerrado em abril, resultado que já traz o impacto inicial da crise do coronavírus no país. Houve uma queda acentuada no número de vagas, tanto com carteira assinada quanto informais. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) na Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileio de Geografia e Estatística).

O número de trabalhadores empregados no país recuou 5,2% em relação ao trimestre anterior (novembro de 2019 a janeiro de 2020). Isso significa o fechamento de 4,9 milhões de postos de trabalho.

As demissões aconteceram principalmente no comércio (1,2 milhão), construção civil (885 mil) e serviços domésticos (727 mil). Foi a maior queda nos serviços domésticos desde 2012, segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Abaixo, outros destaques da pesquisa.

População subocupada: os que trabalham menos do que poderiam ou gostariam já são 28,7 milhões de brasileiros em idade de trabalho. Em março, eles eram 27,6 milhões.

Taxa de informalidade: caiu para 38,8%. Mas essa não é uma boa notícia, já que ela não vem acompanhada de uma formalização da mão-de-obra. Em tempos de crise, os trabalhadores informais são os primeiros a ficarem sem trabalho.

Desalentados: A população que está em idade de trabalho, mas desistiu de procurar emprego, chegou aos 5,0 milhões. Um crescimento de 7% ante o trimestre encerrado em janeiro.

Volume de salário pago aos brasileiros: entre fevereiro e abril, a chamada massa de rendimento real habitual caiu para R$ 211,6 bilhões, um recuo de 3,3% ante o trimestre anterior (R$ 218,9 bilhões). Como há menos demanda por serviços e menos pessoas empregadas, o volume de dinheiro pago em forma de salários cai.

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