O presidente Jair Bolsonaro fez, na noite desta terça-feira (dia 24), um pronunciamento em cadeia nacional. Em pouco mais de 4 minutos, o chefe do Executivo criticou a atuação dos governadores e prefeitos no combate ao coronavírus, e deu mostras de ignorar a gravidade da pandemia, ao insistir em chamar a infecção de “gripezinha”.

Crítica às autoridades estaduais e municipais

Bolsonaro disse que algumas autoridades locais devem abandonar o conceito de “terra arrasada”. Ele citou a proibição dos transportes, o fechamento do comércio e o confinamento em massa.

“O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Os empregos devem ser mantidos, o sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, afirmou o presidente.

“Gripezinha ou resfriadinho”

O presidente repetiu o discurso de que somente os idosos são considerados vulneráveis à doença. Ele argumentou que os casos fatais de pessoas abaixo dos 40 anos são raros, e que a maioria da população não terá complicações pela doença.

Vale lembrar que dados dos Estados Unidos apontam para o oposto. Cerca de 40% das internações causadas pelo coronavírus foram de adultos com idade entre 20 e 54 anos.

Para ilustrar o argumento, Bolsonaro tomou a si mesmo como exemplo: “Pelo meu histórico de atleta, caso eu fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido por uma ‘gripezinha’ ou ‘resfriadinho'”. Por ter 65 anos de idade, o presidente faz parte do grupo de risco.

Cloroquina

Assim como o presidente americano, Donald Trump, Bolsonaro voltou a bater na tecla da cura pelo uso da Cloroquina, que está ainda em teste. “Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença”.

Críticas à imprensa

O chefe do Executivo atacou novamente a atuação da imprensa na disseminação de informações sobre o coronavírus. “Grande parte dos meios de comunicação foram (sic) na contramão. Espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o anúncio de grande vítimas na Itália“.

Os números de mortes não seriam comparáveis, segundo o presidente, pois a Itália teria um número maior de idosos e um clima “totalmente diferente” do brasileiro.

Bolsonaro disse que, apesar dessa “chamada histeria, parte da imprensa mudou de postura e tem pedido calma para a população brasileira”. Em relação a essa suposta mudança, o presidente ironizou: “Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira”.

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