Autoridades da China e o presidente Donald Trump, dos EUA, se manifestaram nesta sexta-feira (13) sobre uma conclusão da “fase 1” de uma negociação comercial bilateral entre os dois países.

Durante entrevista coletiva em Pequim, o vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, afirmou que os dois lados concordaram em fechar “o mais rápido possível” os procedimentos para revisar legalmente o pacto, para que ele então possa ser assinado.

As autoridades presentes na coletiva não detalharam os termos do acordo já fechado. Segundo uma delas, o documento terá de passar por procedimentos legais, revisões, traduções e outras etapas, para então ser detalhado e assinado pelos líderes dos dois países.

Usando o Twitter, Trump confirmou que existe concordância entre os dois países e que, de sua parte, Washington vai suspender tarifas sobre importações chinesas que entrariam em vigor no domingo, enquanto Pequim ampliará as compras de produtos agrícolas dos EUA.

“Concordamos com uma fase um muito ampla com a China. Eles concordaram com muitas mudanças estruturais e fortes compras de produtos agrícolas, energia e manufaturados, e muito mais”, disse Trump no Twitter. Ele também afirmou que os EUA vão reduzir algumas tarifas sobre produtos chineses que já estavam em vigor.

O que aconteceu hoje em Pequim? As autoridades chinesas qualificaram o anúncio como um “grande avanço” no diálogo. Segundo elas, os EUA devem retirar tarifas sobre produtos chineses em fases. As novas tarifas previstas para entrar em vigor no dia 15 não mais serão levadas adiante, informaram.

Além disso, parte das tarifas americanas existentes já serão retiradas na “fase 1” do acordo.
A China informou que houve concordância em avançar na cooperação comercial, o que será benéfico para os dois países. “Saudamos a entrada de serviços e produtos de qualidade dos EUA”, disse uma das autoridades presentes na coletiva.

O governo chinês disse que o acordo comercial com os EUA ajudará a impulsionar a confiança nos mercados globais, ressaltando ainda que ele não ameaçará os interesses de outros parceiros comerciais da potência asiática. Além de recuar em tarifas, os americanos aumentarão isenções para produtos chineses, informou Pequim.

Qual é a contrapartida do acordo do lado chinês? Pequim prometeu importar mais serviços e produtos americanos, citando especificamente o setor agrícola, onde prometeram “grandes compras” e disseram que há complementaridade entre as duas economias.

E do lado norte-americano? O governo de Donald Trump apresentou seus termos para um acordo comercial. Ofereceu suspender a nova rodada de US$ 160 bilhões em tarifas de importações sobre produtos chineses, prevista para vigorar neste domingo (15); e reverter e reduzir outras tarifas já vigentes.

Você pode me dar um pouco mais de contexto? Fontes dos EUA disseram na quinta-feira (12) que Washington estabeleceu os seus termos para uma acordo comercial com a China, oferecendo suspender algumas tarifas e cortar outras em troca da compra por Pequim de mais produtos agrícolas norte-americanos.

O silêncio inicial da China havia levantado dúvidas sobre se ambos os lados poderiam chegar a uma trégua em sua guerra comercial antes de nova rodada de tarifas entrar em vigor no domingo.

(Com Agência Estado e Reuters)

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