O banco americano Goldman Sachs voltou a cortar as previsões de crescimento dos Estados Unidos por causa dos efeitos negativos da pandemia de coronavírus na atividade econômica. Para 2020, a estimativa de avanço do PIB (Produto Interno Bruto) baixou de 1,2% para 0,4%. Em 2019, o crescimento foi de 2,3%.

A revisão foi divulgada neste domingo (dia 15) antes do anúncio extraordinário do Fed de redução em um ponto percentual, para o intervalo entre zero e 0,25%, a taxa de referência dos juros americanos.

A decisão do Fed foi elogiada pelo presidente americano, Donald Trump. “Acho que as pessoas no mercado deveriam ficar muito animadas”, disse o republicano.

Se confirmada a previsão do Goldman Sachs, será o resultado mais fraco desde a recessão de 2009, quando, na esteira da crise financeira global de 2008, o PIB americano registrou uma retração de 2,5%.

Os economistas do Goldman fizeram ajustes importantes nos números trimestrais do PIB americano, prevendo que uma recuperação deve ocorrer somente na segunda metade do ano.

Para o primeiro trimestre, a estimativa de variação do PIB passou de 0,7% para zero. Para o segundo período de 2020, a redução foi ainda mais forte, de zero para uma contração de 5%.

Já para o terceiro trimestre, a estimativa de PIB subiu de 1% para 3%. No quarto período do ano também houve melhora das previsões, de 2,2% para 4%, com o movimento de retomada devendo prosseguir em 2021, ressalta o banco em relatório distribuído neste domingo.

(Com Estadão Conteúdo)

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