O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (dia 7) que o governo vai encaminhar a reforma administrativa para a Câmara na próxima semana.

Segundo o ministro, o Congresso está “abraçado” à agenda de reformas do governo, cenário que disse considerar bem diferente do visto no início do governo Jair Bolsonaro.

O que essa reforma deve fazer? Uma das possibilidades é ajustar regras dos salários do funcionalismo, ressaltando que parte da categoria virou “parasita”, e exige aumentos automáticos mesmo quando “vê que o hospedeiro está morrendo”.

O ministro afirmou, ainda, que tem recebido apoio do presidente Bolsonaro “em tudo” na pauta econômica.

A reforma pode permitir aumentos também? Parece que essa é a intenção. Guedes disse que o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, poderá deixar o governo “brevemente” para assumir uma função no setor privado ou em uma instituição multilateral.

“Se o cara (Manuseto) estivesse no setor privado estava ganhando uma fortuna, eu acho até que nós vamos perder ele brevemente”, afirmou Guedes.

O governo diz que a reforma pode corrigir injustiças salariais.  “Tem gente que entrou há cinco anos lá e ganha só 15% menos que o Mansueto, que está com 20 anos de experiência”, afirmou.

E o pacto federativo? Guedes disse que o Congresso Nacional está completamente favorável à aprovação de um novo pacto federativo no País. “Temos que criar um ritual fiscal, falta aqui um ritual fiscal”, disse durante seminário na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

Segundo ele, a destinação de recursos dos Estados e do governo federal tem que ser totalmente transparente, o que não teria ocorrido no passado. Ele destacou que os gastos públicos subiram de 18% do PIB para 40% do PIB nos últimos 40 anos, o que precisa ser mudado. “A notícia que eu vim dar aqui (FGV) é que o Congresso abraçou as reformas, mesmo”, afirmou.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer receber nossos boletins e notícias pelo Whatsapp? É só clicar no link abaixo com o seu celular e você já estará no nosso grupo.