Não foi uma semana tranquila. O coronavírus continuou impactando a economia à medida em que cada vez mais casos se confirmam no Ocidente – no Brasil, são 13 casos, e o número tende a crescer. O dólar continua infectado: a moeda não para de subir, e agora é sofre a pressão de um possível novo corte na Selic. O PIB, que poderia ajudar o Brasil a passar pela crise do coronavírus, assustou os analistas no quarto trimestre de ano passado. Em geral, as estimativas de crescimento continuam sendo corrigidas – para baixo.

Veja o balanço preparado pelo 6 Minutos.

Começa prazo para declaração do Imposto de Renda

O prazo para declaração do Imposto de Renda referente ao exercício de 2019 começou nesta semana, dia 2 de março, e vai até dia 30 de abril. É esse prazo que os brasileiros têm para declarar tudo o que receberam no ano passado, entre salários, aposentadoria, rendimentos de aluguel e até investimentos. O 6 Minutos está fazendo uma cobertura especial, e respondendo a perguntas como que tipo de rendimento é preciso declarar, ou o perfil de gasto que pode ser deduzido. Mande sua dúvida que ela será respondida até 30 de abril.

Dólar sobe de novo e Bolsa continua caindo

O mix de coronavírus, incertezas com economia global, o vai-não-vai do crescimento econômico brasileiro, e a perspectiva de nova queda na taxa Selic fez o dólar subir mais e a bolsa continuar caindo. A  moeda norte-americana bateu os R$ 4,65 no 12º dia consecutivo de alta na quinta-feira (5). Na sexta-feira (6), a Bolsa abriu em queda perto de 4%, e caiu para menos de 100 mil pontos – ante os mais de 116 mil pontos na véspera do Carnaval.

O Banco Central agiu para conter a alta do dólar e pouco adiantou. O ministro da economia, Paulo Guedes, adiantou que é momento de cautela: “se fizer muita bobeira, a moeda pode chegar nos R$ 5”, disse. Enquanto isso, quem tem dólar guardado em casa está vendendo às corretoras de câmbio.

Em 2019, PIB do Brasil foi de 1,1%: “pibinho”

A economia do Brasil cresceu 1,1% no acumulado de 2019. Foi considerado um pibinho, o que preocupa especialistas porque após dois anos de recuperação, 2019 já deveria ter sido um ano de retomada com maior tração. “País como o Brasil crescer 1% não é normal”, disse o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. Apesar da reforma da Previdência e dos sucessivos cortes na taxa de juros, a economia não engatou. Para sair da era de pibinhos (foi o terceiro consecutivo), a palavra-chave é investimento.

Bancos e instituições revisam estimativas para o Brasil de 2020

A combinação entre coronavírus e a atual situação da economia, especialmente a do quarto trimestre de 2019, está implicando na correção, para menos, das estimativas para o PIB de 2020 e a desenvoltura da bolsa de valores também nesse ano. A XP Investimentos,  principal corretora do país, reduziu de 140 mil para 132 mil a previsão da pontuação da Bolsa até o fim de 2020. O PIB, há pouco estimado em 2,3%, deve acabar sendo de 1,8%, também segundo a XP. O Itaú também derrubou de 2,2% para 1,8% sua projeção para o PIB.

Mas no mundo dos investimentos, há gestoras vendo oportunidades nos países emergentes, como Brasil e a própria China. Neste link aqui, o 6 Minutos explica que um dos motivos para isso é a capacidade de resposta que tem sido observada.

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