O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira, 18, que a reforma tributária está bem encaminhada no Legislativo assim como a agenda com o Ministério da Economia e Banco Central (BC) está bem organizada. “A reforma tributária está bem encaminhada e tem muita chance de avançar”, disse o deputado, participante do CEO Conference, evento para o mercado financeiro organizado pelo Banco BTG Pactual, em São Paulo.

Contudo, ele não poupou de críticas a uma parte do setor privado que, de acordo com ele, não quer a reforma tributária e, antes, quer a volta da CPMF.

“Até ressuscitaram o Everardo Maciel ex-secretário da Receita Federal na gestão de Fernando Henrique Cardoso para garoto propaganda da CPMF”, criticou Maia.

“Às vezes, a elite também erra. Quer que a sociedade pague a conta de alguns setores”, disse o presidente da Câmara a uma plateia repleta de representantes ricos do mercado financeiro.

Qual o contexto dessa alfinetada? Nesta segunda-feira, 17, um grupo dos setores de comércio e serviços lançou um movimento na capital paulista para trabalhar contra os projetos de reforma tributária que tramitam no Congresso.

Então Maia já havia criticado esse movimento? Sim. Ele disse ontem: “Não é justo que, em vez de estarmos em uma grande mesa de debates da sociedade, inclusive dos empresários, parte dos empresários estarem fazendo campanha contra. Não foi assim que eles trabalharam na (reforma da) Previdência. Mas a Previdência eles não pagam a conta”, disse Rodrigo Maia.

Qual proposta Maia defende? Ele é partidário da proposta de reforma do economista Bernard Appy, que unifica impostos e amplia a alíquota sobre o setor de serviços. Por isso, tanto Maia quanto a proposta de Appy vêm recebendo críticas do Movimento Brasil Livre (MBL), que se aliou a empresários do setor de serviços.

Em postagens recentes em suas redes sociais, o MBL, ao qual pertencem cinco deputados federais, argumenta que a união de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um único imposto significará “um aumento de 300% a 500% sobre serviços de transporte, saúde e educação”.

(Com Estadão Conteúdo)

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