O valor total das fusões e aquisições de empresas no mundo caiu 50% no primeiro semestre do ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Pouco mais de US$ 1 trilhão em acordos foram anunciados neste ano, o que marca o primeiro semestre mais fraco desde 2012, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Todas as regiões foram atingidas pelo impacto econômico da Covid-19. Reuniões presenciais, vitais para os acordos de fusões e aquisições, se tornaram quase impossíveis. Abaixo, veja como se saiu cada região no primeiro semestre.

Américas

Os acordos mostraram maior desaceleração nas Américas, onde o valor dos negócios teve queda de 69% no primeiro semestre. Embora todos os grandes setores tenham sido prejudicados, o segmento financeiro se saiu melhor do que a maioria. O setor foi impulsionado pela oferta de US$ 30 bilhões da corretora de seguros Aon pela Willis Towers Watson, e pela proposta de US$ 13 bilhões do Morgan Stanley para a aquisição da E * Trade Financial. Os três principais assessores de fusões e aquisições até agora em 2020 com foco nas Américas foram o Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan Chase, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Europa, África e Oriente Médio

Acordos com alvos na Europa, Oriente Médio e África tiveram queda de 32%. As grandes transações que ajudaram a evitar um resultado mais fraco incluem a compra alavancada de US$ 19 bilhões da unidade de elevadores da Thyssenkrupp pela Advent International e Cinven. Houve também um recente aumento da atividade no Oriente Médio, incluindo a venda de uma participação de US$ 10,1 bilhões por Abu Dhabi em sua rede de gasodutos, por enquanto a maior transação em infraestrutura do ano. Goldman Sachs, JPMorgan e Rothschild foram os assessores mais ocupados na chamada região EMEA.

Ásia-Pacífico

A região da Ásia-Pacífico mostrou melhor desempenho. Os volumes totais caíram apenas 7%, e a maioria dos setores registrou quedas menores do que em outras partes do mundo. O segmento que inclui tecnologia, mídia e telecomunicações teve aumento de 13%, impulsionado pela unidade digital do bilionário indiano Mukesh Ambani, que atraiu US$ 15 bilhões em investimentos de empresas como Facebook e KKR. Outra transação histórica foi venda da divisão asiática da Tesco o para bilionário tailandês Dhanin Chearavanont por mais de US$ 10 bilhões. Os bancos mais ativos em acordos na região foram o Morgan Stanley, HSBC e JPMorgan.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.com.br/whatsapp.