O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, disse não à diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, que lhe sugeriu ajustes para garantir a viabilidade fiscal de seu governo.

Qual o contexto da conversa? Na terça-feira (19), o próprio FMI ligou para Alberto Fernández, numa conversa que durou 30 minutos. O presidente eleito, que assumirá o governo em dezembro, garantiu ter um plano econômico sustentável para recuperar a economia e pagar a dívida, mas insistiu que o país vive um momento difícil e que não irá fazer um ajuste fiscal maior o que foi feito pelo atual mandatário Maurício Macri – que foi insuficiente para devolver o país à rota do crescimento sustentado.

Quais os bastidores do telefonema? Pouco tempo antes da ligação para Fernandez, Kristalina disse à Bloomberg que já havia marcado alguns parâmetros para novas negociações com a Argentina. Depois da conversa, a diretora reiterou o interesse do Fundo em colaborar para que o país consiga de fato retomar a economia.

E como fica a pobreza? Segundo o jornal argentino La Nación, Kristalina reconhece o aumento da pobreza no país e compreende que qualquer decisão da política econômica deve considerar o impacto gerado sobre os mais vulneráveis. Por isso, já estava conversando com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O que pode acontecer? Segundo o jornal argentino La Nación, o FMI deixou claro que antes de entregar novos montantes ao país, será preciso verificar se a dívida é sustentável, ou se país poderá recuperar seu acesso a mercados.

Quais os pontos mais delicados, de acordo com o FMI? Alta inflação e a promoção do crescimento.

(Com Reuters)

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