A semana foi marcada por mais um corte na taxa básica de juros, agora em 4,5% ao ano. Também teve divulgação dos resultados do setor de varejo,  de serviços e de inflação, que continuou subindo por pressão da carne, mostrou prévia da FGV. A alta do dólar deu uma desacelerada e o cenário internacional trouxe boas novas: um possível começo de trégua na guerra comercial entre EUA e China.

O 6 Minutos mostra abaixo um resumo da semana com as notícias que mais podem mexer no seu bolso:

Selic cai para 4,5% ao ano, e renda fixa prepara mudanças

Como esperado, o Banco Central cortou em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, agora em 4,5% ao ano. A redução faz parte do ciclo de cortes iniciado em 2016 e que parece estar chegando ao fim. A indústria de investimento, sobretudo a de renda fixa, vem se preparando para esse cenário e começou a sofisticar seus produtos. Perdem importância os títulos públicos associados à taxa Selic e ganham as aplicações em fundos de crédito e debêntures. Se você tem bastante aplicação na classe de renda fixa, veja nesta matéria sugestões sobre como decidir um possível remanejamento das suas alocações.

Dólar fica abaixo dos R$ 4,10, mas “endividamento” de empresas sobe R$ 50 bi

Em 15 dias, entre 25 de novembro e 13 dezembro, o dólar saiu de uma cotação de R$ 4,22, bateu ou R$ 4,27 e caiu para R$ 4,09 na quinta-feira (12). O recuo é fruto dos indicadores da recuperação econômica, redução do risco Brasil por agências internacionais e novas definições sobre Brexit e guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Entretanto, levantamento exclusivo do 6 Minutos mostra que a escalada do dólar em apenas cinco semanas, de outubro pra cá, impôs às empresas tomadoras de crédito em dólar um aumento de R$ 50 bilhões na dívida. Entenda mais sobre isso aqui.

Limite do saque do FGTS é ampliado para R$ 998

A liberação de até R$ 500 do saque de contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ajudou no desempenho do PIB, e o governo sancionou a lei que “dobrar  meta”, ampliando o novo limite para R$ 998. Esse saque valerá só para quem possuía até um salário mínimo (os mesmos R$ 998) de saldo na conta ativa ou inativa até o fim de julho. Veja nesta matéria como ficam os resgates para quem já sacou os R$ 500.

Outra mudança sobre o FGTS na semana foi a distribuição do lucro. Todo o valor depositado é aplicado em um fundo de rentabilidade fixa de 3%, sendo 50% do retorno financeiro distribuído entre os contribuintes. No começo do ano o governo propôs aumentar para 100% a distribuição do lucro. Agora, recuou. Entenda mais nesta matéria.

S&P melhora classificação de crédito do Brasil

O Brasil tinha um risco estável, na análise da agência de classificação S&P. Mas a situação melhorou, com nova queda da Selic para 4,5% ao ano, reformas fiscais e perspectiva de crescimento da economia. A S&P ajustou a avaliação, agora para positiva, apesar do risco de reviravoltas ter sido mantido. A nota dada a um país pelas agências de classificação é um indicativo importante aos investidores estrangeiros, que avaliam a solidez de uma economia antes de investirem em ativos neste país. Veja a matéria completa neste link.

XP faz IPO e valor da empresa sobe para R$ 78,3 bilhões

A XP Inc, uma das principais instituições financeiras do país, fez sua oferta pública de ações (IPO na sigla em inglês) nesta quarta-feira, 11. A demanda por ações foi 20% maior que a oferta, que por ora não foi disponibilizada a investidores brasileiros. O valor da empresa subiu de US$ 14,9 bilhões, estimado no IPO, para US$ 19 bilhões no fechamento. É um valor de mercado de R$ 78,3 bilhões, à altura do Magazine Luiza (R$ 77,3 bilhões). A operação marcou o quarto maior IPO nos Estados Unidos e o maior de uma empresa brasileira neste ano.

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