Quer saber o que foi notícia na última semana e o que pode impactar sua vida daqui para a frente? A partir de segunda-feira (2), os grandes bancos realizam um mutirão para renegociar dívidas de clientes. O cheque especial, uma espécie de empréstimo “de emergência”, passará por mudanças importantes a partir de 2020. E o dólar cada vez mais caro, cotado em cerca de R$ 4,25, assusta quem estava acostumado com um preço menor de até pouco tempo atrás. Veja abaixo o balanço do 6 Minutos, com as notícias da economia que mais impactam seu bolso.

Bancos anunciam regras para renegociação de dívidas que começa na 2ª feira

Já estão definidos as condições dos seis principais bancos do país para renegociar as dívidas de seus clientes. Alguns descontos poderão chegar a 92% e o prazo para o primeiro pagamento é 180 dias após a data do acordo. A temporada de negociação começa nesta segunda-feira (2) e vai até sexta-feira (6).

O 6 Minutos ouviu alguns bancos e reuniu nesta matéria os principais termos e horário de funcionamento de cada um. No Itaú, 81 agências funcionarão até mais tarde e mais de 4.700 estarão aptas para receber os clientes que queiram negociar pessoalmente. No Santander será possível renegociar débitos no crédito pessoal, consignado, capital de giro, conta garantida.

BC limita juros do cheque especial a 8% ao mês

A partir de janeiro de 2020, os bancos poderão cobrar “apenas” 8% de juros ao mês sobre o cheque especial. O novo teto de juros é bem menor que a média cobrada em outubro, de 12,38% ao mês – ou 306% ao ano. A justificativa do Banco Central para a medida é a necessidade de corrigir uma “falha de mercado”, já que tarifas mais altas não inibem o uso desse produto, que possui “caráter emergencial” e acabam afetando os mais pobres. Veja os detalhes da resolução neste link.

Desemprego cai e brasileiros ampliam a jornada de trabalho

A taxa de desemprego caiu para 11,6%, com novo recorde de trabalhadores sem carteira assinada e  empregados por conta própria –  contingente que inclui pessoas jurídicas como os MEIs (Micro Empreendedores Individuais). Embora a informalidade ainda preocupe, os números mostram uma recuperação lenta e gradual. A taxa de subocupação, que mede a quantidade de pessoas trabalhando menos do que gostariam e poderiam, também diminuiu. A consequência foi o aumento de R$ 19 na renda mensal.

Paulo Guedes: “É bom se acostumar com o dólar alto”

O preço do dólar está em uma franca escalada já há três semanas seguidas. Nesta terça-feira (26) e quarta-feira. (27), a moeda norte-americana encostou em R$ 4,28 durante o pregão. Parte desse movimento é efeito da fala do ministro da economia, Paulo Guedes, que na terça-feira associou a cotação da moeda à política monetária de redução dos juros. “É bom se acostumar com juros mais baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo.”

O Banco Central está agindo para conter a alta, apesar de a valorização do dólar ainda não gerar uma pressão inflacionária. O próprio mercado já vê um dólar a R$ 4,10 no fim do ano, segundo o Boletim Focus divulgado na segunda-feira.

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