A taxa média nacional de informalidade no Brasil atingiu 41,1% em 2019, o maior patamar desde 2016. Essa taxa soma dos trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

A PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que essa média foi superada em 18 estados. Em 11 desses 18 estado, a taxa de informalidade ultrapassou 50% (veja abaixo).

LocalidadeTaxa
Brasil41,1%
Rondônia50,3%
Acre50,2%
Amazonas57,6%
Pará62,4%
Amapá54,3%
Maranhão60,5%
Piauí59,5%
Ceará54,9%
Paraíba53,1%
Sergipe54,4%
Bahia54,7%

Veja outros destaques separados por categorias analisadas pelo IBGE.

Taxa de desocupação 

  • Média Brasil: 11,9% da população está desempregada
  • Estados com as maiores taxas: Bahia (17,2%) e Amapá (17,4%)
  • Estados com menores taxas: Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (8%)

 Taxa de subutilização 

  • Média Brasil: 24,2% das pessoas gostariam e poderiam trabalhar por mais horas, mas não o fazem porque há pouca demanda
  • Estados com maiores taxas: Piauí (42%) e Maranhão (40,5%)
  • Estados com menores taxas: Santa Catarina (10,9%), Mato Grosso (15%) e Rio Grande do Sul (15,6%)

População desalentada

  • Média Brasil: 4,2% dos brasileiros desistiram de procurar emprego
  • Estados com maiores taxas: Maranhão e Alagoas (17,3%)
  • Estados com menores taxas: Santa Catarina e Rio Grande do Sul (1,2%)

Taxa de informalidade

  • Média Brasil: 41,1% dos trabalhadores brasileiros não tem carteira assinada ou têm empresas sem CNPJ
  • Estados com maiores taxas: Pará (62,4%), Maranhão (60,5%)
  • Estados com menores taxas: Santa Catarina (27,3%) e Distrito Federal (29,6%)

Trabalhador formal e previdência social

Desde 2016, o país vem apresentando queda na proporção da população ocupada que contribui para previdência, o que afeta ainda mais as contas da Previdência Social tão discutida nos últimos anos. “O crescimento da população contribuinte não está acompanhando o crescimento da população ocupada como um todo”, diz Adriana Beringuy, analista da pesquisa

  • Em 2019, a população ocupada aumentou 2% no Brasil
  • Enquanto isso, contribuintes para a previdência cresceu 1,7%
  • Estado com maior quantidade de contribuições: Santa Catarina (81,2%).
  • Estado com menor quantidade: Pará (38,4%).

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