O primeiro pregão de dezembro da bolsa de valores foi positivo. O Ibovespa subiu 0,64%, para 108.927 pontos, puxado principalmente pelo bom desempenho da Vale. A mineradora divulgou hoje (2) estimativas de produção e investimentos para 2020.

O dia foi positivo, apesar da ameaça feita por Donald Trump ao Brasil, no campo do comércio. O presidente americano reclamou da depreciação do real, que impulsiona a competitividade das exportações, e disse que poderia restaurar tarifas sobre aço e alumínio do país. Hoje, o dólar caiu 0,63%, para R$ 4,21.

O começo da semana também trouxe a primeira prévia do Ibovespa que vai vigorar nos primeiros quatro meses de 2020, com a entrada das ações do Carrefour Brasil, do Hapvida e da Sul America.

Como foram os mercados externos? No mercado americano, prevaleceram receios com a questão comercial, além de dados mais fracos sobre a atividade industrial  do país. O S&P 500 caiu 0,86%.

Na China, entretanto, o noticiário trouxe números melhores do que o esperado sobre a atividade industrial, o índice local mostrou a expansão mais rápida desde dezembro de 2016.

Destaques da bolsa brasileira:

As ações da Vale avançaram 2,72%, em dia de alta dos preços do minério de ferro na China. Na projeção de investimentos e produção, divulgada hoje, a companhia estimou produzir de 340 milhões a 355 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, e divulgou que deve investir US$ 5 bilhões no próximo ano.

A Via Varejo subiu 4,1% e a B2W ganhou 4,37%, após a Black Friday. A Via Varejo afirmou que registrou volumes de vendas “substancialmente superiores” na edição deste ano em relação a 2018.

Itaú valorizou-se 1,44%, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa. O pano de fundo foi a oferta de ações da XP nos EUA, que avaliou a corretora em até US$ 13,8 bilhões de dólares. O banco detém 49,9% de participação na XP.

A CSN avançou 5,73%, a Gerdau ganhou 2,65% e a Usiminas valorizou-se 2%, apesar das ameaças de Donald Trump de retaliar o setor de metais. “O aço brasileiro tem uma longa história de barreiras comerciais com os EUA e volumes para o país provenientes das três principais empresas listadas – Usiminas, Gerdau e CSN – já eram muito pequenas e, a nosso ver, não são significativos”, escreveu o JPMorgan a clientes.

(Com Reuters)

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