Em meio ao cenário doméstico mais tranquilo, com a reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores transcorrida sem conflitos, a bolsa encerrou as negociações desta quinta-feira (dia 21) em alta de 2,1%, a 83.027 pontos. O dólar engatou a segunda sessão seguida de firme queda, recuando 1,89%, a R$ 5,58.

Hoje, Bolsonaro pediu apoio aos governadores ao veto ao aumento para servidores públicos, no que foi atendido, em uma teleconferência que contou também com a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

O clima da reunião foi considerado bom pelos participantes, e a participação dos líderes parlamentares passou ao mercado uma sensação de maior alinhamento entre os diferentes poderes e também entre o Executivo e governos estaduais.

“O clima de maior apetite ao risco tomou conta da bolsa brasileira logo após Jair Bolsonaro receber o apoio de governadores e do Legislativo para vetar o reajuste dos servidores públicos. Além disso, Rodrigo Maia defendeu um cenário de reformas pós-pandemia”, explica Rafael Ribeiro, analista da corretora Clear. “Essa boa melhora no ambiente político, que atrasou nossa recuperação frente aos mercados globais, também ajudou na queda do dólar”.

Além desses fatores atenuantes da crise política, começa a haver a percepção de que a bolsa brasileira está barata. O Goldman Sachs, por exemplo, defende que investidores comprem Ibovespa, o mercado de ações que mais caiu na atual crise.

A avaliação dos estrategistas é de que os papeis brasileiros vão se beneficiar do clima de mais apetite por risco possível recuperação dos preços das commodities no segundo semestre de 2020.

No caso do dólar, o alívio também aconteceu por causa das declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que afirmou que a autoridade monetária manterá ou até aumentará, se necessário, suas intervenções no câmbio.

“Campos Neto afirmou que o Banco Central pode ampliar sua intervenção no câmbio se necessário, e justificou o aumento das atuações nos últimos dias pelo descolamento da nossa moeda em relação aos pares emergentes”, disse Ribeiro.

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