O principal índice da bolsa paulista (a B3) recuou nesta terça-feira (dia 29), refletindo a cautela dos mercados globais, com investidores de olho no intenso noticiário corporativo e aguardando decisões sobre política monetária marcadas para amanhã.

Após ter atingido nova máxima de fechamento na véspera, o Ibovespa caiu 0,58%, para 107.556,26 pontos. O volume financeiro da sessão somou R$ 15,1 bilhões. As quedas do setor financeiro pesaram no índice, mas o recuo foi mitigado pelo avanço de papéis da Petrobras.

O dólar subiu 0,26%, para R$ 4,0026.

Por aqui, os agentes aguardam a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre política monetária, que será tomada amanhã.

A previsão majoritária é de corte 0,5 ponto percentual na Selic, para 5% ao ano.

Nos Estados Unidos, a estimativa dominante é a de que o Federal Reserve corte o juro do país em 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa para um intervalo entre 1,5% a 1,75%.

Juros mais baixos melhoram a atratividade da renda variável, e a queda da Selic a sucessivas mínimas históricas tem sido citada por analistas como fator para a alta do Ibovespa.

Nos EUA, o presidente Donald Trump disse que o banco central precisa seguir outros países com juros negativos.

Destaques do pregão na B3

As ações ordinárias do Magazine Luiza cederam 3,56% nesta terça-feira, com o balanço trimestral esperado para depois do encerramento da sessão. Além de Magazine Luiza, investidores aguardam ainda nesta terça-feira os resultados trimestrais de Smiles, Cielo, Ecorodovias, RD (Raia Drogasil) e Multiplan.

Na outra ponta, as ações ordinárias da Oi fecharam em alta de 3,3%. Mais cedo, executivos das rivais TIM e Telefônica Brasil afirmaram durante fórum do setor de telecomunicações que podem considerar a compra de ativos da empresa se eles forem colocados à venda.

(Com a Reuters)

 

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