O dólar fechou em nova máxima histórica nesta terça-feira (dia 18), negociado a R$ 4,358.

O dólar à vista subiu 0,66%. O recorde nominal (ou seja, sem considerar a inflação) para um encerramento de sessão havia sido registrado na quarta-feira (dia 12), quando a cotação havia fechado a R$ 4,351.

Quais as razões para a alta nesta terça? Segundo analistas, o mercado doméstico refletiu o dia de amplos ganhos para a moeda norte-americana no exterior na esteira de temores reforçados sobre o impacto do coronavírus na economia global. Na véspera, a Apple anunciou que não vai atingir as metas de receitas no trimestre encerrado em 31 de março por causa de problemas com a cadeia de fornecedores e queda na demanda na China.

No exterior, o índice que mede o dólar em relação a uma cesta de moedas era negociado no maior valor desde 1º de outubro do ano passado. As moedas de economias emergentes puxavam essa queda.

E quais as razões estruturais para a alta da moeda americana? Há um movimento global de aversão a risco por parte de grandes investidores, por causa da expectativa de um crescimento global menor e efeitos causados pelo coronavírus. Além disso, a redução da taxa básica de juros no Brasil para mínimos históricos — a Selic está em 4,25% ao ano — reduziu o fluxo de investimento estrangeiro que vinha para o país em busca de retornos elevados.

O 6 Minutos preparou uma matéria para explicar os motivos da valorização do dólar: “Um pouquinho alto” ou novo normal? Afinal, o que acontece com o dólar?

E a Bolsa? Principal índice da B3, o Ibovespa fechou em queda de 0,29%, para 114.977 pontos, também refletindo a volatilidade trazida pelo surto do coronavírus aos mercados.

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