O dólar fechou esta quinta-feira com uma alta de 0,85%, a maior em dois meses frente ao real, impulsionado por mais um dia de força da moeda norte-americana em todo o mundo, movimento que tem marcado este começo de 2020. Com isso, o dólar fechou o dia em R$ 4,08, maior patamar em três semanas.

O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã deu o argumento para investidores retomarem compras defensivas de dólares, depois de a moeda ter recuado em dezembro.

Entre as moedas emergentes, a pressão sobre o real foi maior por dados mais fracos da produção industrial, que se somam a recentes números apontando perda de vigor nos setores manufatureiro e de serviços no país no fim do ano passado.

Bolsa. O Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, encerrou em baixa de 0,26%, aos 115.947 pontos.

Entre as ações com maior participação no índice, destaque para baixas nas ações dos grandes bancos. Itaú Unibanco caiu 1,99%, Bradesco caiu 0,98%, Banco do Brasil caiu 2,03% e Santander Brasil fechou em baixa de 1,58%.

Nesta quinta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falou sobre a agenda da entidade para 2020. Entre outras pautas, Campos Neto citou o chamado “open banking” como uma das prioridades para o ano e a flexibilização para o acesso de fintechs ao microcrédito. O open banking permite o compartilhamento facilitado de informações e serviços entre bancos e é visto como medida favorável à uma maior competição no setor bancário.

“Esse já é um movimento que o BC vinha fazendo, mas a fala do Campos Neto indica que medidas mais concretas virão nos próximos meses. Atende também às varejistas que pretendem entrar no segmento de crédito, o que acaba pressionando os bancos”, diz Luis Sales, analista da Guide Investimentos.

(Com Reuters)

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