(Atualizado às 18h25)

O aumento das preocupações com o surto de coronavírus, que matou 81 pessoas e contaminou mais de 2,7 mil na China, deu o tom dos mercados globais nesta segunda-feira (27). Acompanhando as principais bolsas do mundo, que também operam no vermelho, o Ibovespa fechou em queda de 3,29%, aos 114.481 pontos.

Dos 73 papeis da carteira do índice de referência do mercado brasileiro, 68 fecharam no vermelho. Entre as principais perdas, destaque para a Vale, um dos papeis com maior participação no Ibovespa, que caiu 6,12%, afetada pelo alerta de segurança para uma barragem em Barão de Cocais (MG).

O clima de maior aversão ao risco diante do coronavírus também fortalecia o dólar em comparação com moedas emergentes, como o real. A cotação do dólar comercial subia 0,60%, a R$ 4,21.

Portas fechadas. O número total de casos confirmados na China aumentou cerca de 30%, para 2.744, com cerca de metade na província de Hubei, cuja capital é Wuhan. Mas alguns especialistas suspeitam que o número de pessoas infectadas seja muito maior. Casos já foram confirmados em mais de dez países, incluindo França, Japão e EUA.

O governo chinês estendeu o feriado do Ano Novo Lunar e grandes empresas fecharam as portas ou disseram a funcionários para trabalhar de casa, na tentativa de conter a propagação do coronavírus.

“Os temores estão crescendo na mesma velocidade com que o coronavírus, que começou na China, se espalhou para os EUA e a Europa”, observou o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, em email a clientes nesta segunda-feira.

“Colocando de lado a tragédia humana, do ponto de vista frio dos mercados, o coronavírus pode servir ao propósito de retirar parte do aquecimento de um mercado que tem subido rapidamente há meses”, observou.

(Com Reuters)

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