Nem a virada de ano mudou a tendência de saída de investidores estrangeiros do mercado acionário brasileiro.

Na primeira quinzena de janeiro (até o dia 15), o saldo de recursos de estrangeiros na B3 ficou negativo em R$ 5,909 bilhões, como resultado de compras de ações equivalentes a R$ 101,328 bilhões e de vendas equivalentes a R$ 107,237 bilhões.

No período, o Ibovespa, principal índice da bolsa, ficou praticamente estável, com alta leve de 0,66%.

Em 2019, investidores estrangeiros retiraram R$ 44,5 bilhões da B3, a maior fuga de recursos desde o início da série históricas, em 1994. Isso não impediu que o Ibovespa encerrasse o ano com alta de 31,6%, graças às compras realizadas por investidores institucionais domésticos e pessoas físicas.

O que significa essa notícia? Apesar dos sinais de retomada da economia, o investidor estrangeiro ainda não voltou a encarar o mercado de ações no Brasil como uma alternativa importante de alocação de recursos. Segundo analistas, essa saída tem mais a ver com fatores externos do que internos — a principal razão é o movimento amplo de aversão a risco dos grandes investidores por causas das incertezas na economia global.

(Com Estadão Conteúdo)

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