O medo crescente do coronavírus se tornar uma pandemia voltou a assustar os mercados globais nesta terça-feira (24), que registraram mais um dia de quedas generalizadas, repetindo o movimento que ontem derrubou praticamente todas as bolsas de valores ao redor do globo. O mercado brasileiro só volta do recesso de Carnaval às 13h da quarta-feira (26) de Cinzas.

Último grande mercado do dia a fechar, os índices dos EUA voltaram a fechar com perdas expressivas: o índice Dow Jones recuou 3,15% e perdeu quase 900 pontos; o S&P teve recuo de 3,03%; e a Nasdaq fechou a terça com perda de 2,77%.

A dinâmica pouco mudou em relação à última segunda-feira. A maior diferença foi o fechamento sem uma direção tão clara de queda nos mercados asiáticos, que viram os principais índices da China e do Japão registrarem recuos significativos, enquanto a bolsa sul-coreana registrou uma alta significativa, seguida por subidas menores nos índices de Hong Kong e Taiwan.

Na Europa, o dia de vermelho total voltou a se repetir: nesta terça, como ontem, os seis principais índices da zona do euro registraram perdas de mais de 1,4%, com destaque negativo para o tombo de 2,45% da bolsa espanhola.

Na Europa, PIB da Alemanha se juntou ao coronavírus para derrubar mercados

As bolsas na Europa fecharam em queda nesta terça-feira (25), conforme investidores continuaram saindo de ativos de risco, em meio a temores de uma disseminação global do coronavírus e da possibilidade de danos ainda maiores ao crescimento econômico.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,81%, a 1.576,17 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,76%, a 404 pontos.

Além da questão do vírus, o quadro macroeconômico continua desanimador. Mais cedo, foi confirmado que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, a maior economia da Europa, ficou estável no quarto trimestre de 2019 ante o terceiro e mostrou expansão de 0,4% na comparação anual, como havia sido estimado preliminarmente em meados deste mês.

A nova queda ocorre após fortes perdas na segunda-feira, que representaram uma queda de quase US$ 474 bilhões em valor de mercado das empresas listadas nas bolsas na Europa.

O aumento de registros na Itália corroborou a pressão vendedora, com a Espanha também relatando casos de infecção, endossando as vendas, em um cenário que poderia ficar muito pior quando houver casos crescentes nos Estados Unidos.

“Surtos significativas na Itália, Irã e Coreia do Sul podem sugerir que os surtos do COVID-19 agora são possíveis em muitos outros locais”, disse Simon Powell, estrategista de ações na Jefferies.

Em Londres, o índice Financial Times recuou 1,94%, a 7.017 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,88%, a 12.790 pontos.

Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,94%, a 5.679 pontos.

Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,44%, a 23.090 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou baixa de 2,45%, a 9.250 pontos.

Em Lisboa, o índice PSI20 desvalorizou-se 2,29%, a 5.078 pontos.

Mercados da Ásia não se firmam em um único caminho

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, enquanto investidores continuam monitorando o avanço da epidemia de coronavírus em outros países além da China. Nos últimos dias, houve um salto no número de casos e de mortos pela doença na Coreia do Sul, na Itália e no Irã.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,60% hoje, a 3.013,05 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,51%, a 1.943,17 pontos. Ontem, um vice-presidente do banco central chinês (PBoC) disse que a instituição vai flexibilizar sua política monetária e estudar um possível novo corte de compulsórios bancários.

O governo chinês divulgou 508 novos casos de infecção por coronavírus e mais 71 mortes no país. Com a última atualização, o total de casos confirmados na China desde o início da epidemia atingiu 77.658, com 2.663 mortes.

Já a Coreia do Sul acumula 977 casos da enfermidade e o total de mortos teria chegado a dez, segundo a mídia asiática.

Investidores também acompanham surtos de coronavírus na Itália e no Irã, que relataram ao menos sete e 15 mortes, respectivamente.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi subiu 1,18% em Seul hoje, a 2.103,61 pontos, apagando parte da queda de quase 4% de ontem, enquanto o Hang Seng avançou 0,27% em Hong Kong, a 26.893,23 pontos, e o Taiex registrou ganho marginal de 0,05% em Taiwan, a 11.540,23 pontos.

Já o índice Nikkei, que ontem não operou por causa de um feriado no Japão, sofreu um tombo de 3,34% em Tóquio nesta terça, encerrando o dia a 22.605,41 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou em alta de 1,60%, com o índice S&P/ASX a 6.866,60 pontos, recuperando-se parcialmente da perda de 2,25% de ontem, a maior desde o começo do ano.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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