Todas as 73 ações do Ibovespa, principal índice da B3, tiveram queda no primeiro trimestre do ano por causa do avanço do novo coronavírus.

Entre janeiro e março, o índice recuou 36,8%, na maior perda para o período desde pelo menos 1994. Quando se considera apenas o mês passado, o Ibovespa perdeu 29,9%, a pior queda para qualquer mês desde agosto de 1998, quando, em meio à crise russa, a bolsa recuou mais de 45%.

Quais foram os grandes perdedores da crise na bolsa até agora? Sem dúvida, as companhias aéreas e empresas ligadas ao turismo, já que diversos países, incluindo o Brasil, restringiram a locomoção de pessoas como forma de evitar um contágio ainda maior.

Gol e Azul, por exemplo, que são negociadas no índice, cortaram seus voos em mais de 90%.

As incertezas sobre em que momento a quarentena imposta pela infecção terminará castigaram duramente os papeis dessas empresas.

A CVC perdeu 74,6% de valor no período, e foi a segunda empresa que mais caiu (a primeira foi a resseguradora IRB Brasil, que teve seus resultados financeiros questionados e que chegou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal).

Em seguida vêm Azul, Gol e Smiles (que caíram, respectivamente, 69,8%, 69,1% e 68,3% no período).

Quais outras empresas estão entre as mais afetadas pelo coronavírus? Empresas exportadoras, como a BRF, a CSN e a Gerdau, aparecem entre as 20 maiores quedas do Ibovespa no primeiro trimestre.

Entre a abertura do primeiro pregão de 2020 e o fechamento do mercado ontem elas caíram, respectivamente, 57,1%, 50,5% e 49,8%.

E como se comportaram as ações das varejistas? Tudo depende da capacidade de caixa e de adaptação ao momento atual. A Via Varejo, por exemplo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, foi a grande varejista que mais sofreu, pela dependência maior da receita das lojas físicas. Os papeis da empresa desabaram 52,7% no primeiro trimestre.

Perto dela, a Magalu até que teve um desempenho menos pior, apesar do tombo de 18% no período. Isso porque a empresa tem um caixa fortalecido e forte atuação digital, que tem sido o grande foco da gestão da varejista.

Qual foi o desempenho das ações de supermercados e empresas do setor de saúde? Os supermercados e empresas do setor de saúde, que continuam funcionando mesmo com a quarentena, estão entre as menores quedas.

O Carrefour, por exemplo, teve queda de 11,6% no período. A Raia Drogasil recuou 8,7% entre janeiro e março.

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