No dia da divulgação do vídeo da reunião ministerial pelo decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, e da escalada das tensões entre EUA e China, a bolsa caiu 1,03%, para 82.173 pontos. Já o dólar encerrou o dia em leve queda de 0,15%, a R$ 5,57.

Trechos do vídeo começaram a ser divulgados no finalzinho do pregão –a informação de que o ministro liberaria a divulgação da gravação quase na íntegra, com a exclusão apenas a referências à China e o Paraguai –já havia sido divulgada na mídia.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro, durante a reunião, ameaçou demiti-lo na tentativa de interferir na Polícia Federal.

Na semana, que foi marcada por menos pessimismo com a economia mundial por conta da reabertura das economias de alguns países, o Ibovespa registrou alta de 5,95%.

EUA x China

No exterior, o dia também foi de cautela, com o aumento das tensões entre Estados Unidos e China. O gigante asiático afirmou que pretende anunciar leis de segurança nacional a Hong Kong com o objetivo de suspender interferências de estrangeiros na cidade autônoma.

Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que haverá uma “reação muito forte” dos EUA se esse plano for seguido. O conflito faz investidores temerem que a volta da guerra comercial entre os dois países prejudique ainda mais a economia mundial em tempos de pandemia.

“Os receios de um acirramento das tensões geopolíticas impõem cautela nos mercados globais”, escreveu Ricardo Gomes da Silva Filho, da Correparti Corretora. “O receio é que tal decisão [da China sobre Hong Kong] volte a estimular protestos na região e coloque em xeque a fase 1 do acordo entre as duas maiores economias do mundo”.

(Com a Reuters)

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