Outubro já chegou e num piscar de olhos você receberá o 13º salário: a primeira parcela tem que ser paga até o dia 30 de novembro e equivale à metade do valor a ser recebido. A segunda e última parcela deve ser paga até 20 de dezembro. Para muitos, dinheiro extra vira sinônimo de gasto extra, com compra por impulso e, eventualmente, até mais dívidas.

Contrariando o clássico da música brasileira, dinheiro na mão não precisa ser vendaval. O 6 Minutos conversou com Ana Rosa Vilches, diretora pedagógica da DSOP Educação Financeira, sobre que medidas podem ser úteis, daqui até o fim do ano, para você fazer bom uso do 13º salário. As sugestões variam entre utilizar o valor para reduzir dívidas de forma inteligente, poupar, ou aplicar no que de fato faz sentido.

Veja a lista abaixo:

1. Quer usar para pagar dívida? Organize-as antes

Caso você deva pequenas quantias para três, quatro, cinco credores, com taxas de juros diferentes, a sugestão é fazer as contas primeiro. Ana Rosa exemplifica: “Se você tem dívida no cheque especial com juros de 10% ao mês, cartão de crédito com 18% e consignado a 2%, considere conseguir o valor total da dívida no crédito consignado. Assim o uso do 13º para pagamento da dívida fica mais eficiente e direcionado”. Segundo a pedagoga, é comum as pessoas ficarem perdidas e nem saberem como usar o dinheiro extra para reduzir a dívida.

2. Black Friday é uma oportunidade, desde que você saiba usar

Se neste ano você quer mesmo poupar na data tão famosa pelos descontos, em novembro, será preciso controlar o impulso e não comprar o que não é fundamental. Agora, se você precisa de um micro-ondas, por exemplo, use uma parte do 13º para pagar à vista. Nessa condição é quase garantido que você conseguirá desconto.

3. Interrompa o ciclo do endividamento

Ana lembra que boa parte das pessoas vai gastando desenfreadamente porque o 13º salário estará lá, como uma mão amiga, para ajudar a segurar as pontas quando o fim do ano chegar. É necessário que haja uma pequena (e difícil) mudança de hábito do brasileiro, que se endivida principalmente com gastos picados e por impulso, como compra de vestuário, pequenos luxos e constantes trocas de celular.

Mais da metade dos endividados (53,3%) devem até R$ 1 mil. Para Ana, o dado comprova que a maior parte das dívidas é “sem valor” e que o endividamento acaba acontecendo por impulso, e não porque era necessário.

4. Repense o presente das crianças

Em outubro tem o Dia das Crianças, e o Natal é a clássica época de presentes. Para honrar o seu suor e o 13º salário, escolha dar um único presente, em vez de dois. A pedagoga Ana ressalta que as crianças, sim, querem presentes, mas não só isso. Que tal montar um programa mais barato e incluir toda a família?

5. Não compre hoje se você pode esperar as promoções de verão

Dá mesmo vontade de entrar nas lojas antes de viajar no fim do ano, nem que seja no mais ingênuo passeio no shopping. Mas experimente aguardar as promoções de verão, entre janeiro e fevereiro. Os preços estarão mais baixos e, se você precisar ou quiser muito uma roupa nova, seu dinheiro vai valer mais.

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