A data oficial da Black Friday é só na próxima sexta-feira (29), mas o consumidor já está sendo bombardeado por promoções de todos os lados: são roupas, eletrônicos e até imóveis. Para se juntar à lista de descontos inusitados, corretoras e bancos estão anunciando benefícios para quem decidir aplicar seu sagrado dinheirinho nesta semana.

Redução no valor de aporte mínimo, taxa zero, retorno maior, cashback… são tantas as propostas das instituições financeiras que até quem não estava planejando investir pode se sentir tentado. Mas será que vale mesmo a pena ou há uma pitada de Black Fraude nas promessas? O 6 Minutos preparou 3 dicas dicas para você valorizar o seu dinheiro e evitar armadilhas que podem surgir:

Você precisa fazer a lição de casa. Antes de tudo, a dica é checar se o produto atrelado ao desconto é realmente atrativo. Bancos estão dando descontos para a contratação de aplicações que são usualmente “empurradas” para os clientes mais desavisados, como consórcios e capitalização. Mesmo levando em consideração a eventual promoção, são esses produtos que proporcionam aos bancos altas margens, que são inversamente proporcionais ao benefício ao consumidor. Em outras palavras: muito dinheiro no bolso do banco e muito pouco para você.

Antes de cair na tentação de contratar um desses produtos só pelo desconto, melhor avaliar se você realmente precisa daquilo e comparar com outras opções. Por exemplo: se você está mesmo em busca de um imóvel, vale a pena comparar o custo do consórcio com as taxas de um financiamento imobiliário.

Aliás, esse exemplo aponta para a dica de número dois. Investir, contratar um financiamento ou algum outro produto financeiro não pode ser uma decisão movida somente por uma promoção. Muitas empresas ligadas ao mercado financeiro estão aproveitando o momento para oferecer cursos, relatórios e diversos conteúdos sobre investimentos, e esse pode ser o momento de aproveitar a oportunidade para se informar melhor sobre o assunto. Desde que, é claro, você tenha o interesse de se aprofundar.

E quanto aos investimentos? A dica três é relativa aos produtos de investimento. Você precisa levar em conta, sempre, o seu perfil de investidor. Ou seja: se você é conservador não é recomendável, por exemplo, comprar ações no calor da Black Friday só porque a taxa de corretagem está mais barata.

Mas se seu perfil de investimento e as aplicações promocionais têm algo em comum, vale a pena, sim, aproveitar a data promocional. Depois de separar o joio do trigo, o investidor deve buscar vantagens reais.

Corretoras como a XP Investimentos, Easynvest, Guide e Órama estão reduzindo o valor mínimo de aplicações em fundos — alguns deles com boa composição de renda variável. No caso da Guide, por exemplo, a corretora diminuiu a aplicação mínima no fundo AZ Quest Total Return FIC FIM de R$ 5 mil para R$ 100. A corretora Necton zerou a taxa de corretagem de ações para os clientes que aderirem à plataforma até o dia 2 de dezembro — a isenção vai valer para as operações feitas até fevereiro do ano que vem.

Na renda fixa, o chamariz tem sido a maior rentabilidade nos produtos de CDB, LCI, LCA, CRI e CRA. A Easynvest oferece, por exemplo, CDBs de bancos menores com vencimento em 2021 a 130% do CDI ao ano. Já o Banco Original oferece uma opção de LCI DI, com retorno de 106% do CDI.

Os números são tentadores, mas é sempre bom olhar com cuidado os produtos ofertados — rentabilidade dos últimos meses, taxas de administração, confiabilidade do emissor ou gestor e a necessidade de aportes mensais. O perigo aqui é o mesmo das promoções de Black Friday do comércio: cuidado para não comprar gato por lebre.

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