No mundo do marketing digital, dados sobre buscas feitas por usuários no Google são comumente usados para desvendar os interesses e as necessidades dos consumidores. Os históricos de busca, afinal, dizem muito sobre os interesses e as preocupações dos usuários brasileiros.

Dados relevantes sobre o setor financeiro foram divulgados nesta terça-feira (5), em evento para fintechs (empresas que unem tecnologia e finanças) realizado na sede brasileira do Google, em São Paulo. Unindo monitoramento feito pelo buscador com questões direcionadas aos usuários, o levantamento mostrou um interesse crescente sobre educação financeira e novas opções do mercado.

As buscas feitas ao longo de 2018 na plataforma sobre bancos digitais, por exemplo, cresceram impressionantes 285% em comparação com o ano anterior. Especificamente, a pesquisa mostrou que os usuários envolvidos no tema estão usando a internet em busca de comparativos sobre benefícios e custos de cada empresa.

O mesmo interesse, ainda que em grau menor, também se verificou a respeito de fundos de investimentos e máquinas de cartão, ambas com elevação de 84% nas buscas entre os anos.

Google divulgou pesquisa exclusiva sobre o mundo das fintechs

Google divulgou pesquisa exclusiva sobre o mundo das fintechs
Crédito: Google/Divulgação

Em paralelo com o crescimento do interesse sobre fintechs, o Google viu aumentar a vontade de saber mais e entender o funcionamento dos principais serviços financeiros, como cartão de crédito (+98%), crédito (+96%), investimentos (+49%) e conta corrente (+157%). Completando o cenário, um aumento maciço no tempo que usuários passaram assistindo, no YouTube, a vídeos sobre educação financeira.

Em busca de informação e clareza. O Google questionou usuários que disseram ser clientes de serviços de bancos tradicionais sobre a possibilidade ou não de migrarem para novos serviços. Entre o público geral, o percentual dos que se disseram dispostos foi de apenas 16,5%, contra 41,6% de indispostos e 41,9% de indecisos.

Ao questionar esses dois últimos grupos a respeito das razões que inibem a mudança, o Google identificou que 40,3% se dizem satisfeitos com os serviços atuais. Os demais citam a falta de compreensão sobre como funcionam as fintechs (22,4%), o desconhecimento dessas marcas (18,7%) e a falta de confiança (14,8%).

Em uma segunda etapa, para entender o que faria esse público mudar de ideia, o Google identificou que, entre os que desconfiam das fintechs, ainda há uma preferência cultural de parte do público por instituições com presença física: 33% abririam uma conta caso o banco em questão tivesse agência próxima a ele.

Pesquisa do Google mostra os principais fatores que poderiam convencer consumidores reticentes com fintechs

Pesquisa do Google mostra os principais fatores que poderiam convencer consumidores reticentes com fintechs
Crédito: Google/Reprodução

Para o contingente de 41% dos que não conhecem ou não entendem as novas instituições financeiras, o principal gatilho é uma demanda para que essas fintechs expliquem melhor como elas funcionam (30%). Em segundo lugar, outros 15% querem a recomendação de alguém de confiança.

Amigos, sites e o Google. Quando o assunto é consultoria sobre serviços financeiros, novamente amigos e familiares aparecem como fonte buscada com mais frequência, sendo citada por 32,7% dos entrevistados. Na sequência, aparecem sites especializados (31,1%) e buscas no Google (28,7%).

Um recorte do levantamento mostra uma tendência nova para as próximas gerações. Quando analisados apenas os respondentes de 18 a 24 anos, cresce a participação dos vídeos na internet (de 19,3% para 25,5%) e a opinião de influenciadores (18,6% para 22%).

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