O Tesouro Nacional emitiu US$ 3,5 bilhões no mercado externo nesta quarta-feira (3), sua primeira incursão do tipo desde novembro e que contou com forte demanda, levando as taxas de retorno para baixo do inicialmente estimado.

A operação foi um dos motivos para a queda expressiva do dólar nas negociações de hoje: o anúncio de emissão de dívida soberana no mercado internacional endossou leitura de que há demanda por ativos brasileiros.

Foram emitidos dois papéis novos: US$ 1,25 bilhão em títulos de cinco anos, com vencimento em 2025 (Global 2025) e taxa de retorno de 3%, e US$ 2,25 bilhões em papéis de 10 anos, com vencimento em 2030 (Global 2030) e retorno de 4%.

As indicações iniciais eram de retorno de 3,5% e de 4,6%, respectivamente, mas a forte demanda pelos títulos levou as taxas para baixo.

“A operação realmente foi um sucesso muito grande, o dia foi muito favorável”, afirmou um técnico do Tesouro, que pediu para não ser identificado, em comentário divulgado à imprensa. Ele destacou que o interesse dos investidores seguiu inabalado ao longo da operação, mesmo após a redução das taxas.

Liquidez

Mais cedo, o Tesouro já havia dito que o objetivo da operação era dar continuidade à estratégia de promover a liquidez da curva de juros soberana do Brasil em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira.

A emissão foi liderada pelos bancos Bank of America, Deutsche Bank, Itaú BBA e JP Morgan.

A última emissão externa havia sido feita pelo país em novembro de 2019, quando o Tesouro anunciou o lançamento do novo título Global 2050, com o qual levantou aproximadamente US$ 2,5 bilhões, e a reabertura do Global 2029, no valor de US$ 500 milhões.

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu WhatsApp? É só entrar no grupo pelo link: https://6minutos.com.br/whatsapp.