O preço médio dos alimentos da cesta básica do brasileiro já sentiu o efeito da quarentena imposta pela pandemia do coronavírus. É o que mostra um levantamento da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A alta chegou a 1,64% no último dia 26 na comparação com os 30 dias anteriores. No início de março, na mesma base mensal, os preços estavam próximos da estabilidade, com variação de apenas 0,19%.

Quais as explicações? “Com as famílias mais tempo em casa, houve aumento da busca por alimentos nos mercados”, afirmou a FGV em nota.

“Dois pontos principais explicam o avanço dos preços. Além do aumento da demanda por alimentos, pois todas as refeições estão sendo feitas em residência, houve aumento da estocagem de alimentos por receio de que o vírus se propague mais e expanda o período de confinamento social”, explicou o economista André Braz, coordenador do Índice de Preço ao Consumidor (IPC) do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da FGV).

Quais alimentos da cesta básica subiram mais? Itens básicos que estavam com preço em queda na primeira aferição de março passaram a subir no levantamento mais recente. Veja a seguir:

  • Feijão carioca: +0,58% (vs. uma queda de 2,16% no início do mês)
  • Feijão preto: +2,24% (vs. -2,61%)
  • Arroz: +1,74% (vs. +1,17%)
  • Ovos: +9,04% (vs. +5,04%).

(Com Estadão Conteúdo)

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