Desde 2016, os fundos de investimento em renda fixa dos grandes bancos vêm perdendo em rentabilidade para os fundos conservadores dos demais gestores.

Mais: com exceção de 2017, esses fundos de bancos de varejo, na média, não conseguiram entregar 100% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancário) no período entre 2013 e este ano. Ou seja, não alcançaram a remuneração mínima que o investidor consegue no mercado com risco quase zero.

É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Economática com base nos dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Como bancos de varejo, o estudo levou em conta os fundos de Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú Unibanco e Santander. Os demais considerados foram os ligados a gestores fora das grandes instituições financeiras.

Como está a rentabilidade dos fundos de varejo e dos demais gestores neste ano? Neste ano, até agora, os fundos de renda fixa dos grandes bancos renderam 99,16% do CDI (que está em 5,9% no acumulado de 2019). Enquanto isso, os fundos dos demais gestores acumulam rentabilidade de 106,1% no mesmo período.

Quando se olha a rentabilidade em 12 meses, os fundos de bancos de varejo renderam 99,09% do CDI; os dos demais gestores, de 105,95% do CDI.

O que esses dados querem dizer? Que se você tem recursos aplicados em um fundo de investimentos de renda fixa de um grande banco, é bom checar a rentabilidade, para ter certeza se o rendimento está valendo a pena. Se o seu fundo não estiver rendendo nem o CDI, que hoje está em 5,9% no acumulado do ano e em 6,3% no acumulado em 12 meses, significa que se você procurar, encontrará opções mais rentáveis para investir seu dinheiro.

O que costuma reduzir a rentabilidade de fundos de investimento? Ficar de olho nas taxas de administração cobradas pelos fundos é um bom começo. É comum que, quanto maior a taxa de administração cobrada, menor a rentabilidade. Levantamento feito pelo 6 Minutos com base em dados da Anbima  mostra que há 48 fundos de renda fixa altamente conservadores cobrando 2% ou mais de taxa.