Com o estímulo das taxas de juros em queda, os fundos de renda variável (ações) fecharam 2019 com um patrimônio de R$ 508,9 bilhões, passando a representar 10,14% do valor total alocado na indústria de fundos de investimento no Brasil. Esse percentual era de 7,12% em 2018.

Esse é o melhor patamar desde março de 2013, segundo estudo feito pela consultoria Economática, que mostra ainda que, somados, todos os diferentes tipos de fundos encerraram o ano com um patrimônio de R$ 5,02 trilhões, o maior valor da história.

Qual a razão desse crescimento dos fundos de renda variável? Tem a ver com a saída de investidores de fundos voltados à renda fixa, que estão com a rentabilidade em baixa pelo fato de a taxa básica de juros, a Selic, estar no menor patamar da história (4,5% ao ano).

Em busca de um retorno melhor, consumidores vêm diversificando seus investimentos, e começam a se voltar a aplicações mais arriscadas.

Qual foi o pior momento para os fundos de investimentos em ações? Foi em fevereiro de 2016, quando a taxa básica de juros estava em 14,25% ao ano: na época, segundo o levantamento, eles representavam apenas 4,35% do patrimônio da indústria.

E como está a alocação em fundos de renda fixa? Está em baixa, mas ainda representa, de longe, a maior parte dos investimentos em fundos no Brasil. A alocação em títulos públicos, por exemplo, ainda responde por 44,41% do patrimônio da indústria. “O maior percentual foi registrado em março de 2018, com 46,25% do patrimônio líquido da indústria”, diz a Economática.

A indústria de fundos é representativa, em relação a outras aplicações? Sim. Os R$ 5,02 trilhões em patrimônio em dezembro de 2019 é 11,5% superior ao valor de mercado de todas as empresas listadas na B3 (R$ 4,5 trilhões em dezembro do ano passado).

 

 

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