O Itaú Unibanco anunciou nesta quinta-feira (23) que tornará permanente a decisão anunciada no começo do mês de não cobrar a nova tarifa do cheque especial, que entrou em vigor no último dia 6.

Outras instituições, como Banco do Brasil e C6 Bank, já haviam anunciado a isenção definitiva da tarifa. A Caixa e o Bradesco anunciaram isenções temporárias e afirmam que vão reavaliar a questão nos próximos meses.

Segundo comunicado do Itaú, o banco veiculará um comercial na televisão explicando a sua decisão, que é válida para clientes pessoa física e MEI (microempreendedor individual). A instituição afirma que utilizará a oportunidade para “reforçar que o cheque especial deve ser usado para imprevistos e por pouco tempo”.

Entenda a tarifa. A cobrança de tarifas de até 0,25% ao mês sobre o valor do limite do cheque especial que exceder R$ 500 foi autorizada por uma decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) de novembro passado.

Bancos puderam começar a cobrar a tarifa adicional em novos contratos no último dia 6. Para contratos atuais, a data de início é o dia 1º de julho. Uma ressalva importante é que o percentual só pode ser cobrado pelo limite que exceder R$ 500 por cliente. Até esse patamar a oferta do serviço não pode ser cobrada.

Por que o Banco Central decidiu criar a tarifa? A decisão foi tomada, segundo o BC, com o objetivo de corrigir uma falha de mercado que tornou o cheque especial custoso e regressivo por ser utilizado por clientes de menor poder aquisitivo e baixa educação financeira.

A tarifa também compensa os bancos pela limitação, em 8% ao mês, da taxa de juros que pode ser cobrada pelo cheque especial, abaixo da média de mercado de cerca de 12% ao mês praticada até dezembro.

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